Review: “Era Uma Vez… Em Hollywood” de Quentin Tarantino

Os crimes da Família Manson, às vezes chamados de crimes do Helter Skelter, legalmente chamados de Assassinatos Tate-LaBianca, se tornaram símbolos de fim de uma Era no estilo de vida hollywoodiano. Não apenas pela brutalidade dos crimes em si (a principal vítima, Sharon Tate, estava grávida), mas pelo rompimento com a cultura paz & amor que os hippies se tornaram tão famosos na década de 60. Dizer que o crime mudou a relação da sociedade (ou Hollywood) com a cultura pode parecer um exagero, considerando que a moda hippie fez nada mais do que se tornar ainda mais mainstream nos anos 70. Mas algo se deu naquele evento e é isso que o mais novo filme de Quentin Tarantino tenta explorar.

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Review: “Yesterday” de Danny Boyle

Indiscutivelmente a banda musical mais famosa da cultura pop, os Beatles são tão influentes que cá estamos, 50 anos do aniversário de seu último álbum produzido, o icônico “Abbey Road” (“Let it Be” foi lançado depois, mas gravado antes) e o cinema ainda lança filmes baseados na discografia do grupo. Muito motivos podem se dar a esse fenômeno, como o impactante e meteórico sucesso durante os anos 60, a bem sucedida carreira solo de seus integrantes (ok, menos a do Ringo, coitado) ou a morte trágica de John Lennon pouco mais de dez anos após o fim da banda. Tudo isso ou simplesmente talvez ao fato deles terem lançado muita música boa pra caramba, sabe?

Seguindo essa ideia chega “Yesterday”, sobre um mundo em que os Beatles não existiram.

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Late to the Party: “Marvel’s Spider-Man”

Lançado exclusivamente para o PlayStation 4 quase um ano atrás, “Marvel’s Spider-Man” foi alardeado como um dos melhores (quiçá melhor?) jogo protagonizado pelo popular aracnídeo. Durante décadas jogos inspirados em quadrinhos produziam mais vergonha do que empolgação. Sim, sempre saía o ocasional “The Adventures of Batman & Robin” para Super Nintendo (um dos meus favoritos), mas aí aparecia um “Superman 64” para quebrar todos os padrões. O próprio Homem-Aranha teve poucas oportunidades de brilhar, sendo que positivamente eu só consigo lembrar mesmo de “Maximum Carnage” (um beat-‘em-up do Super Nintendo) e “Ultimate Spider-Man” (da geração PlayStation 2). Mas o favorito da maioria tem a tendência em cair para “Spider-Man 2”, também da geração PlayStation 2 e lançado no auge do popularidade do personagem graças ao sucesso do filme “Homem-Aranha 2”, de Sam Raimi, do qual ele obviamente é uma adaptação.

Jogos open world do herói acabaram se tornando um padrão. Óbvio que explorar livremente Nova York balançando entre seus prédios é uma decisão óbvia. Mas desde então o conceito tem sido aplicado poucas vezes de maneira apropriada. E com o sucesso da trilogia Arkham do Batman, os fãs do personagem da Marvel começaram a se sentir excluídos pela sorte. Claro, até ano passado, quando a Insomniac Games (das séries Racthet & Clank e Resistance) lançou o seu ambicioso projeto, sem nenhuma ligação com filmes do Universo Cinematográfico Marvel, mas de claras inspirações no favoritíssimo “Spider-Man 2” de 14 anos antes. Passado o furor, finalmente pode jogar este grande sucesso em sua completude, com todos os DLC e atualizações incluídas formando um “pacote completo” para a experiência. E minha surpresa, apesar do hype, foi positiva. A resenha a seguir contém spoilers, pois não se trata de um review tradicional, mas sim de uma análise atrasada após a onda do lançamento passar.

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Review: “Homem-Aranha: Longe de Casa” de Jon Watts

Incrível o que alguns anos fazem, não? Apesar deste ser apenas o segundo filme do Homem-Aranha protagonizado por Tom Holland, o moço já apareceu no papel em um episódio do Capitão América e dois Vingadores – essencialmente marcando esta sua quinta aparição no papel em, acredite se quiser, apenas três anos. Portanto não se surpreenda se “Longe de Casa” tiver menos em comum com a euforia de retorno de “Homem-Aranha 2” e mais com o cansaço repetitivo de “Homem-Aranha 3”. Entretanto, uma notícia boa: Mysterio salva o dia!

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Review: “Godzilla II: Rei dos Monstros” de Michael Dougherty

Sequência do filme de 2014 dirigido por Gareth Edwards, e continuação do “MonsterVerse” que se estendeu por “Kong: A Ilha da Caveira” em 2017 (o gorila gigante e sua moradia são citados em vários diálogos), este novo Godzilla promete entregar algo que fãs do cinema kaiju sempre quiserem ver em versão ocidental (pois a oriental já existe): monstros gigantes se enfrentando. E não mais como atores vestindo fantasia de borracha, mas com o espetáculo grandioso dos efeitos especiais modernos. Se isso basta para você, “Godzilla II: Rei dos Monstros” é um verdadeiro “vida longa ao rei”. E nem precisa mais continuar lendo este texto.

Agora, se você gostaria de ver mais dos temas explorados no episódio anterior, a decepção pode vir acompanhada da overdose de berros ensurdecedores.

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“Vingadores: Ultimato” superou alguns recordes aí… (atualizado)

Seguindo uma tradição na franquia Vingadores, o mais recente blockbuster “Vingadores: Ultimato” quebrou alguns recordes aí. Uns poucos. Nada de demais. Vamos à lista?

    • Maior pré-estreia nos EUA (superando “Star Wars: O Despertar da Força”) com US$ 60 milhões;
    • Maior dia de estreia nos EUA (incluindo pré-estreia) com US$157 milhões, superando também “Star Wars”;
    • Maior final de semana de estreia nos EUA com US$ 356 milhões em apenas três dias, superando o recorde de “Vingadores: Guerra Infinita” em $100 milhões a mais;
    • Maior estreia na China, com US$ 330 milhões em cinco dias;
    • Maior estreia no mercado internacional, superando os US$487 milhões de “Velozes & Furiosos 8”, com US$859 milhões;
    • Maior estreia global, superando o recorde de “Vingadores: Guerra Infinita” de US$647 milhões (que não incluía a China) e fazendo US$1.2 bilhão em cinco dias (sim, quase o dobro);
    • Por consequência, filme mais rápido a chegar a marca do 1 bilhão de dólares, em apenas cinco dias, enquanto que “Guerra Infinita” demorou 11 dias;

Agora que o furacão chegou, será que teremos um filme a finalmente desbancar (quase dez anos depois) “Avatar” do topo das bilheterias mundiais? O sci-fi de James Cameron totalizou US$2.7 bilhões em 2009. Aguardemos!

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Review: “Vingadores: Ultimato” de Anthony Russo e Joe Russo

Em minha análise de “Vingadores: Guerra Infinita”, mencionei o quanto achei aquele filme um desperdício de heróis, trama e clímax. Uma grande baboseira formada para criar espetáculo na reviravolta que me frustrou mais do que me surpreendeu, por que eu sabia muito bem que aquilo tudo seria para nada. E eis que estamos em sua sequência, “Vingadores: Ultimato” e fica aí o óbvio: o episódio anterior não prestou para nada mesmo. Mas ao menos esse aqui é divertido, então conta para alguma coisa? E sim, entrarei em spoilers de “Guerra Infinita” nesta resenha, pois não tem como discutir a história daqui sem entregar a de lá. Entretanto, prometo não entregar muito sobre “Ultimato”.

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