Review: “The Last of Us Part II” para PlayStation 4

“The Last of Us Part II” é sequencia de um dos mais aclamados jogos do PlayStation 3 – que também recebeu uma excelente remasterização no PlayStation 4″ – que chega carregado de hype por conta deste rótulo. Apesar de “The Last of Us” ser apenas mais um survival horror de apocalipse zumbi como tantos outros, seu foco narrativo em um lento desenvolvimento de personagens o coloca em um patamar diferente da maioria dos videogames. Claro que tal desenvolvimento é algo bastante simplório e que caberia em uma meia dúzia de episódios de “The Walking Dead”. Mas, para videogames, especialmente blockbusters de apelo massificado – onde “The Last of Us” confortavelmente se encaixa – a sensação que se teve era que a gente tava assistindo a algum drama oscarizado. Mesmo que, em termos de qualidade do texto, era algo mais próximo de “Green Book” do que “Parasita”, né.

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Review: “Ad Astra: Rumo às Estrelas” de James Gray

A busca por vida inteligente fora da Terra é uma questão que atinge a humanidade tem algo por volta de um século apenas. Sim, o conceito de vida extraterrestre é relativamente novo para uma civilização que há milênios inventa divindades que transcendem a nossa existência para justificar nossa existência. Até os planetas que descobrimos primeiro receberam nomes de deuses romanos! E, do ponto de vista científico, vida fora da Terra é quase uma certeza – micro-organismos são prováveis de existir até mesmo no nossos Sistema Solar. Vida inteligente é mais complicado. A estrela mais próxima ao nosso Sol, Proxima Centauri, está a 4,22 anos luz de distância. Um foguete moderno demoraria 100 anos para chegar lá. Comunicação entre civilizações dessas estrelas não seria tão prático quanto mandar um e-mail entre Rio e São Paulo. É mais fácil encontrar Deus mesmo.

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Review: “Resident Evil 3” para PlayStation 4

Seguindo o sucesso do bem sucedido remake de “Resident Evil 2“, a Capcom resolveu fazer aquilo que toda empresa preguiçosa faz quando não quer se esforçar em seguida: outro remake. Relançar “Resident Evil 3: Nemesis” nos mesmos moldes parece uma escolha natural e sensata. E como “Resident Evil 8” ainda não saiu do forno, a empresa deve ter achado prudente (e lucrativo) repetir o sucesso. E eis que, apenas um ano depois, recebemos “Resident Evil 3”. Sem “Nemesis” no nome. Por que subtítulos são uma coisa muito anos 90 demais…

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Review: “O Homem Invisível” de Leigh Whannell

Remakes raramente vem para mostrar ao que vieram, ou mesmo sequer tentar algo novo. Seja uma reinterpretação pouco inovadora como “Sexta-Feira 13” ou algo que simplesmente copia o original, como “Psicose” (até hoje estou em negação que tentaram refilmar “Psicose”…), isso fica mais óbvio no gênero de terror, que simplesmente quer pegar uma boa marca – geralmente ancorada por um vilão pop – e tentar fazer mais dinheiro fácil. O próprio “O Homem Invisível”, de 1933, já foi refilmado anteriormente por Paul Verhoeven com “O Homem Sem Sombra” em 2000. Na época um sucesso muito mais celebrado por ter efeitos especiais de ponta do que por ser um filme realmente mais interessante que o original.

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Review: “Star Wars Jedi: Fallen Order” para PlayStation 4

O Universo Star Wars é, bem, um Universo de possibilidades. Nos filmes isso raramente é explorado, já que a maioria deles fica preso ao conceito da “Saga Skywalker” e não consegue imaginar nada que não envolva os mesmos personagens e planetas. Mas nos videogames as possibilidades conseguem se expandir, já que não precisam ficar presas à narrativa. Isso ficou muito evidente na geração PlayStation 2, altamente influenciada pelo revival na trilogia Prelúdio, que teve de tudo. Jogo inspirado nos filmes, de corrida, de estratégia, de nave, de tiro, spin-off de personagens, RPG e até aventuras Lego. Quando chegou a geração HD, o ritmo diminuiu. Alguém realmente lembra de algo além de “Star Wars: Force Unleashed”? Mas parece que tudo desandou de vez quando a Electronic Arts adquiriu a licença da franquia para fazer jogos para o PlayStation 4 e, altamente inspirada no sucesso da trilogia Sequência, fez… Dois jogos iguais em cinco anos.

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Review: “Adoráveis Mulheres” de Greta Gerwig

“Adoráveis Mulheres” é um livro de Louisa May Alcott publicado entre os anos de 1868 e 1869 que fez grande sucesso à época e rapidamente se tornou um clássico literário, inspirando adaptações cinematográficas desde muito cedo – a primeira foi em 1917. De lá para cá muita atriz de renome já deu as caras a uma de suas adoradas protagonistas: Katharine Hepburn e Winona Ryder já foram Jo, Janet Leigh já foi Meg, Elizabeth Taylor e Kirsten Dunst já foram Amy e Claire Danes a Beth. E como já estávamos 25 anos sem uma nova versão, alguém resolveu tirar sua cópia da estante e dar uma cara moderna.

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Review: “Cats” de Tom Hooper

Difícil falar de “Cats” por que, apesar de ser um filme no sentido tradicional em que tem imagens e elas se movimentam na tua frente, é meio que uma coisa que não parece muito bem um filme. Até por que eu nem sei dizer o que é, só que é alguma coisa, por que existe. Inspirado no musical de Andrew Lloyd Webber, autor do famoso “O Fantasma da Ópera”, por sua vez inspirado numa série de contas de T.S. Eliot, um poeta norte-americano, “Cats” é sobre gatos. Aparentemente. Não tenho certeza. Não estou sendo irônico. Não tenho certeza se entendi se “Cats” é sobre gatos.

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Review: “Jojo Rabbit” de Taika Waititi

As pessoas não tem tendência em achar nazismo uma coisa muito engraçada, até por que ele não é, mas isso não impediu o cinema de fazer humor a respeito – de preferência às custas da ideologia. Pois se fascismo não é algo para se rir (apesar do presidente do Brasil parecer um palhaço de tão estupido), existe algo mais ofensivo para figuras notoriamente egocêntricas como Hitler e Mussolini do que zoa-los? É ver os chiliques que Donald Trump faz com as piadas do “Saturday Night Live”.  E foi algo que Charles Chaplin percebeu muito bem em seu clássico “O Grande Ditador” em 1940 e até o igualmente lendário Mel Brooks fez piada em “Os Produtores” de 1967 com isso. E agora que o fascismo voltou a seduzir milhões com seu capricho pelo ódio, nada mais apropriado do que uma nova sátira a respeito, não?

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