Review: “Sobrenatural” de James Wan

“Sobrenatural” pode ser um filme de casa assombrada ou de criança possuída, não faz diferença. O roteiro trata as duas situações como as mesmas. Inicialmente dá certo, o filme tem um primeiro ato muito bem feito, mas infelizmente o roteiro se perde depois.


Seguindo uma premissa que eu achei inspirada demais de “Poltergeist”, de Tom Hooper, a história começa com uma família se mudando para uma casa de subúrbio que – óbvio – tem algo errado. Portas se abrindo sozinhas, livros caindo no chão, barulhos estranhos… Uma das crianças do casal feliz se machuca no sótão e entra em coma. Só que aí os fantasmas começam a aparecer com maior freqüência e logo percebem que o coma do filho é um pouco mais sinistro. Não, nenhuma criança é puxada para dentro da televisão, mas quando especialistas do sobrenatural aparecem para investigar a casa, você logo vê que a linha “Poltergeist” está sendo traçada.

O filme começa muito, mas muito bem! Inspirado mais em “Atividade Paranormal” do que em outros tipos mais óbvios, “Sobrenatural” consegue assustar mostrando pouco, às vezes nada. Bons ângulos de câmera que estimulam mais do que desperdiçam me deixaram naquele bom estado de suspense. E na metade do filme o casal principal já toma uma atitude que vai contra um dos clichês mais idiotas do gênero, o que eu achei genial. Sabe quando você pensa “por que eles não fazem isso?” Eles fazem! Só não dá certo. Mas é uma prova de um roteiro bem pensado.

Mas, como já disse, o filme se perde no meio do caminho. Sem explicar as reviravoltas, basta dizer que quando os especialistas em paranormalidade entram na casa e as visões – antes sombras e barulhos – começam a se tornar explícitas – com direito a cameo do Darth Maul de “Star Wars” – o terror se perde. Sim, eu tenho mais medo de porta abrindo do que de uma velhinha vestida de noiva segurando uma vela.

“At last we will reveal ourselves to the Jedi. At last we will have revenge!”

“Sobrenatural” é dirigido por James Wan, que fez o primeiro “Jogos Mortais” – o único daquela série que não é pateticamente ruim. No elenco temos também Rose Byrne, de “Extermínio 2” e “Presságio” e mais recentemente de “X-Men: Primeira Classe”; e também Patrick Wilson, de “Pecados Íntimos” e “Watchmen”. Ah, e a mãe bizarra da Natalie Portman em “Cisne Negro”.

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