Review: “A Árvore da Vida” de Terrence Malick

Não acredite em nenhum crítico que lhe diga que “A Árvore da Vida” é bom ou ruim. Eis um filme impossível de se definir assistindo apenas uma vez. É tão complicado que talvez só daqui a uns trinta anos se encontre alguma compreensão aqui… Talvez!

 

Como “complicado”, não traduza complexo ou profundo. É apenas um filme complicado, estranho mesmo. Tipo aqueles filmes de diretor europeu arrogante que acha que é o novo Stanley Kubrick por que fez uma tomada de uma sombra de maçã de meia hora? Pois é, “A Árvore da Vida” é desses tipos de filme, só que funciona muito bem, esteticamente. Afinal é um filme sobre a vida e, seja lá o que ela signifique, de vez em quando a gente se pega olhando a sombra de uma maçã mesmo, né? Claro que, se fosse um filme de diretor europeu arrogante, a sombra da maçã seria uma metáfora sobre o vazio existencial da civilização humana (Zzzz…). Em “A Árvore da Vida”, é a sombra de uma maçã.

O melhor exemplo desta complicada estética é a famosa cena da criação do universo. Lá se vão uns 30 minutos de filme com imagens belíssimas do universo e do nosso planeta, se criando – ou sendo criados. O que é aquilo? Provavelmente nada, é um filme sobre a vida e a vida veio de algo, portanto nos é mostrado um pouco do início. São bilhões de anos resumidos em trinta minutos. Depois a história começa mesmo. Ou ao menos o que nos importa dela. A parte “não natureza” da história do universo.

Acompanhamos a vida de Jack, durante a infância e por uma fase adulta que, na verdade, não diz muito – a não ser que sobre vida adulta se entenda “atravessar portas no deserto”. Mas a infância é muito bem retratada. Freud explica tudo! Temos o relacionamento com um pai durão, uma mãe quieta e idealizada e irmãos – um deles que sabemos que morre aos 19 anos e é de fato a razão para essa jornada do “o que é a vida?”. Eis o relacionamento que mais me chamou atenção na história, o mais fiel. Nosso histórico com nossos pais é sempre marcado por idealização e decepção, mas será que existe relacionamento mais sincero e espontâneo que o de irmãos?

A fotografia do filme é espetacular!

Apenas fazendo constantes perguntas (às vezes na voz da mãe, do pai, ou de Jack, adulto ou criança), o filme nos faz pensar sobre essas coisas da vida, que começa e acaba. Mas e tudo que vem no meio? É… Oras, complicado!

“A Árvore da Vida” é dirigido por Terrence Malick, daqueles diretores que faz um filme a cada dez anos e cria muito hype por causa disso. Ganhou a Palma de Ouro em Cannes este ano, mas não apenas por hype, e sim por ter feito um filme diferente. No elenco temos Sean Penn, insignificante, e Brad Pitt, atuando muito bem. E Jessica Chastain, que eu nunca vi na vida, mas é muito bonita!

Definir “A Árvore da Vida” como? É um filme complicado, lento, por horas belíssimo, às vezes medíocre. É um filme marcante que vai mexer com tua vida? Não. Vai te fazer pensar. Sim. Vai se identificar? Com certeza. “A não ser que você tenha amado, a vida vai lhe passar voando”. Se esta frase diz algo, é por que “A Árvore da Vida” sabe sobre o que está falando.

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2 respostas para Review: “A Árvore da Vida” de Terrence Malick

  1. Anônimo disse:

    Desculpe…. axei um lixo de filme.
    desperdiço de duas horas daminha vida………..

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  2. fred disse:

    “desperdiço de duas horas daminha vida………..”
    DesperdiCIO mesmo é o seu português, talvez por isso não tenha gostado do filme. Talvez a tua ignorância não te permitiu entende-lo.

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