Review: “Avatar”, Edição Estendida

A maior bilheteria de todos os tempos, “Avatar” não precisa mais de introdução. No máximo um “a maior bilheteria de todos os tempos” – e deve continuar assim por ainda muitos anos, já que sequer “Titanic”, seu antecessor no posto, os filmes atuais chegam perto.

Alguns meses após o lançamento em homevideo de seu blockbuster, o diretor James Cameron preparou uma edição estendida lançada em Blu-Ray. Não é a chamada “Edição Especial”, que chegou a ir nos cinemas, e sim um corte novo. A versão original tinha 2h42, recebeu 9 minutos a mais na edição especial e nesta “versão final do diretor” tem outros 7 minutos, o que resulta em um filme que bate nas três horas de duração. Que diferença as cenas novas fazem no resultado final?

Todo o planeta já viu “Avatar”, umas cem vezes, e todo mundo sabe como termina e começa a história, mas esta nova versão tem um prelúdio novo. Originalmente o filme abria com Jake Sully já em uma nave, indo para Pandora. Agora temos um início na Terra, mostrando Jake em uma cidade futurista inspirada em “Blade Runner” e recebendo a notícia da morte do seu irmão gêmeo – detalhe importante da trama que mal é mencionado no corte original. De resto o filme segue normalmente, pois a imensa maioria das cenas novas são muito breves, de alguns segundos.

Uma das cenas novas mostra Jake na Terra.

Um momento inédito é a “cena de sexo” entre Jake e Neytiri, que na verdade é a mesma cena do corte original, só que mostrando um elemento a mais do acasalamento entre Na’vi. Não muda nada, mais cria uma nova informação sobre a mitologia do filme. Um detalhe novo que é adicionado é uma sub-trama envolvendo a antiga escola da Dra. Grace, seu relacionamento com Neytiri e também com a irmã dela. Mas realmente não passa de um detalhe, que aprofunda mais uma personagem, sem que isso interfira no resto da narrativa. E assim segue a maioria das novas cenas: estão lá, se encaixam e criam novas camadas, mas sem mudar o resultado final. Ainda é o mesmo filme.

Mas isso lá é algo ruim? Nem todo filme precisa receber uma “extensão” e “Avatar” sem dúvida é um deles. Ele não fez absurdos 2,7 bilhões de dólares por acaso, por sorte ou por pegar carona na onda do 3D – lembremos, “Avatar” foi o tsunami que criou essa onda! O sucesso se dá naquilo que James Cameron sabe fazer como ninguém: bons filmes simples. Deixemos para Steven Spielberg ou Christopher Nolan nos surpreender com blockbusters elaborados de dramas profundos. Assim como “Titanic” antes dele, “Avatar” encantou o planeta por contar uma história universal, compreendida por qualquer um, independente de classe ou etnia ou país. Os personagens são pouco desenvolvidos, mas não chegam a ser bidimensionais, assim como a história, que não entra em buraco algum, mas tem camadas. Além de, claro, ser um espetáculo visual. É cinema, é para isso que a gente paga ingresso!

Muitos filmes rodam em 1080p, mas “Avatar” realmente faz jus à resolução. (clique para ampliar)

A respeito do Blu-Ray em si, o disco principal contém as três versões diferentes do filme, e a imagem é impressionante. É ver para crer, e ter a certeza que é uma perda assistir “Avatar” de qualquer outra forma. Os outros dois discos estão repletos dos extras típicos, que com certeza são muito bem-vindos considerando que o lançamento original em homevideo não teve nenhum.

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