Review: “Os Vingadores – The Avengers” de Joss Whedon

Com as suas duas principais franquias fazendo sucesso nos cinemas em outros estúdios (Homem-Aranha na Columbia e X-Men na Fox), a Marvel resolveu assumir a produção de outros heróis de seus quadrinhos ao lado da Paramount, em um plano de anos visando estabilizar a franquia Vingadores. Com o sucesso em 2008 de “Homem de Ferro”, o planou virou certeiro e cá estamos, quatro anos depois, cinco filmes estabelecidos e a realização de “Os Vingadores” como o blockbuster que todo nerd sempre desejou e jamais achou que algum dia iria acontecer.

“Os Vingadores – The Avengers” (alguém me explica a necessidade de um subtítulo em inglês após uma tradução perfeita?) não pede que você tenha visto nenhum dos filmes anteriores da parceria Marvel e Paramount. Todas as referências estabelecidas antes – os personagens, a origem do cubo MacGuffin, raios gama ou Asgard – são muito facilmente compreendidas em poucos minutos. A história não é das mais complicadas mesmo: Loki, o vilão de “Thor”, quer usar o tal cubo de Tesseract para abrir um portal para seu novo exército galáctico invadir a Terra. Nick Fury, diretor da S.H.I.E.L.D. e figura fácil nos filmes desde uma cena pós-crédito de “Homem de Ferro”, quer reunir um grupo de heróis na Iniciativa Vingadores para combater a inevitável guerra.

Há certa exposição inicial, mas difícil dizer que seria “muito lenga-lenga”, apesar de ter bastantes diálogos. Tudo transcorre em bom ritmo, a química entre os heróis funciona seja na troca de ironias ou na boa e velha pancadaria. Se o roteiro não surpreende nem cria situações inusitadas (dado o potencial), não há de se reclamar que tudo transcorre muito bem para criar bons momentos de humor e absurdo. “Os Vingadores” não é uma comédia, mas você vai rir bastante, dadooi bom senso de ridículo que tudo tem. O filme não se leva a sério e também não trata o público como idiotas.

Se fosse para apontar defeitos, eu miraria justamente no clímax. É uma boa e longa cena de batalha dos heróis contra seus inimigos, mas não deixa de ser apenas um ataque em Nova York que nunca parece ameaçar nada. Se fosse contra os mais ambiciosos alienígenas de “Independence Day”, os Vingadores não dariam conta do recado? E Loki, faz o quê, além de estar lá e não arquitetar nada? Seu exército invade uma única cidade de todo um planeta e ele quer discutir com o Hulk sobre seus planos?

Justo com o Hulk?!?!?!

O Hulk aparece pouco, mas deixa sua marca.

Bem, ao menos esta ideia idiota resulta em um dos melhores momentos do filme, mas não deixa de ser um momento “Power Rangers” brotando em um épico de ação.

“Os Vingadores” é dirigido por Joss Whedon, que fez sucesso na televisão criando séries como “Buffy: A Caça-Vampiros”, e não demonstra nada aqui que não pudesse ser demonstrado por qualquer um. Sim, o filme é bom, empolga, tem ritmo, mas a mão do diretor não é sentida. Até onde eu sei, Whedon pode muito bem ter escrito para o camera man “faça um close nos atores” e deixou o cara gravando… Estéticamente e tecnicamente, Whedon não deixou marca alguma, mesmo que no final das contas tenha dado certo.

O elenco conta com todo mundo que você já viu antes: Robert Downey Jr. absurdamente confortável como o Homem de Ferro, Chris Evans usando a roupa ridícula do Capitão América (a versão do filme próprio era melhor), Scarlett Johansson como a super-espiã que nunca troca de roupa, Mark Rufallo como o alter-ego do Hulk (todos preferimos a versão digital do seu personagem, foi mal Mark) e Chris Hemsworth como o Thor, o herói menos utilizado no final das contas. Além deles também aparece Gwyneth Paltrow, Samuel L. Jackson, Jeremy Renner, Tom Hiddleston, Clark Gregg e Cobie Smulders, a única novidade na turma.

É fácil qualificar “Os Vingadores”: o resultado é positivo! Comparado com tudo que a Marvel produziu até hoje, é o melhor, mais divertido, mais barulhento e emocionante. Tem seus problemas, mas nada que atrapalhe a soma das qualidades. Para os interessados na diversão que somente um mistureba de super-heróis pode proporcionar, deu certo! Mas não consigo deixar de imaginar as possibilidades se a Marvel tentasse colocar o mesmo esforço em criar algo criativo como outros estúdios já fizeram com propriedades dela…

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