Review: “La-Mulana” para WiiWare

Seguindo a onda retro que pegou o atual ciclo de consoles em forma de tempestade, “La-Mulana” é o último grande jogo para o WiiWare a ser lançado e também o último representante desse estilo para o Wii da Nintendo – videogame já em seus últimos dias de existência. Inspirado no estilo da série Metroid da Era NES e SNES, eis um jogo que sem dúvida irá agradar os fãs de jogos das antigas, ao mesmo tempo em que irá frustrá-los com sua altíssima dificuldade.

“La-Mulana” envolve um arqueólogo em uma aventura bidimensional através de ruínas cheias de segredos e armadilhas. O jogo não tem nenhum traço de linearidade e já de começo você tem acesso a inúmeras áreas avançadas do mapa (as ruínas são interligadas) para explorar. A ordem da jornada tem um certo sentido – evidentemente as fases de mais fácil acesso são as primeiras que devem ser exploradas – mas nada é tão óbvio assim. Placas, textos em código e mensagens por e-mail enviadas pelo sábio da vila lhe dão dicas, mas “La-Mulana” é muito mais difícil de descobrir do que você pode estar esperando.

Já tem tempo que videogames apresentam mapas no menu ou bússolas que indicam o caminho a ser seguido. Mas hoje em dia o jogo quase que joga para você, colocando um ponto marcando na própria tela o objetivo (como em Call of Duty) ou personagens secundários lhe dando dicas óbvias sobre o que fazer (como nos recentes The Legend of Zelda). Para quem está acostumado a isso, “La-Mulana” beira o indecifrável. Se aproxima muito mais do primeiro “The Legend of Zelda”, com dicas aqui e acolá sobre a possibilidade de usar o lampião para abrir passagens escondidas em arbustos, mas sem dar nenhuma dica visual sobre em que maldito arbusto você pode fazer isso. Se você quisesse encontrar a próxima entrada secreta, tinha que sair colocando fogo em qualquer lugar do cenário mesmo!

Olhando assim, parece fácil. Mas não é!

“La-Mulana” é por aí, com paredes que podem ser quebradas, mas não apresentam rachaduras; pontes invisíveis que você só descobre existir se pular em cima por acaso; ou alavancas que destravam uma porta em outro cenário, sem nem te dizer isso de forma alguma. É um jogo desafiador, com enigmas e chefes difíceis, onde não só você irá morrer muitas vezes, como também ficará perdido por horas, sem saber o que fazer em seguida. Para a geração Call of Duty, um jogo insuportavelmente complicado. Para os que têm saudades de épocas mais complexas, um novíssimo desafio.

Prepare-se para perder horas perdido nas ruínas La-Mulana.

Anúncios
Esse post foi publicado em Reviews, Videogames e marcado , , , . Guardar link permanente.

Comente aqui...

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s