Review: “Magic Mike” de Steven Soderbergh

Inspirado nas experiências reais do ator Channing Tatum como stripper, antes de se tornar ator, “Magic Mike” é o que para muitos pode ser apenas “um filme de stripper”. Mas é dirigido por Steven Soderbergh, que não tem o costume de dirigir histórias meramente conceituais. Portanto se o teu interesse é ver homens nus dançando, talvez este filme aqui não seja aquilo que você espera.

“Magic Mike” conta a história de Magic Mike, um stripper de trinta anos da Flórida que conhece The Kid e o introduz ao universo do striptease masculino. Para um garoto desempregado sem perspectiva nenhuma na vida, o sexo fácil e os muitos dólares sendo enfiados em sua roupa parecem a melhor opção de carreira de todas.

O filme não é a baboseira que muitos podem esperar. Sim, tem cenas de striptease, homens seminus, mas nada de chocante ou ousado. Não é o propósito. Também não é um estudo do universo da dança exótica masculina (apesar de ter uma personagem psicóloga, interpretada por Olivia Munn), mas o roteiro é esperto o suficiente para não levar acreditar algo que é apenas fantasia. Striptease nasceu por acaso quando uma comediante no início do século XX tirou a gola de sua camisa – que coisa! – e a cultura foi crescendo no universo dos clubes de burlesque. É uma dança, há algo de artístico, mas o apelo sexual está na fantasia que o dançarino representa. “Magic Mike” mostra um pouco além desse ideal.

O próprio Mike se engana um pouco, cercado por todas as facilidades que a carreira lhe trás, mas ele tenta pôr um sonho mais honesto em prática – mobílias customizadas, produzidas artesanalmente.  Mike não quer ser stripper para sempre, por mais que ele seja incrivelmente talentoso no seu trabalho. Difícil para ele é mudar o estilo de vida, ainda mais quando The Kid entra na história e ele passa a assumir um papel de figura paterna para o rapaz.

A fotografia aqui está natural, mas no filme as cenas diurnas tem um estranho tom sépia.

O filme é dirigido por Steven Soderbergh, que explodiu na cena cinematográfica depois que foi indicado ao Oscar de Melhor Diretor duas vezes em 2001 por “Traffic” e “Erin Brockovich”, um fato incrível que só havia acontecido antes nos anos 1930, quando o sistema de estúdios permitia a um diretor trabalhar em vários projetos no mesmo ano. Soderbergh desde então faz basicamente o que quer, de filmes mais comerciais como a trilogia até produções incrivelmente pequenas sobre pessoas que trabalham em fábricas de bonecas em uma cidade do interior (“Bubble”). “Magic Mike” está mais para “Traffic” do que qualquer outra coisa, com sua fotografia amarelada de dia e sombria de noite. A mixagem de som nas cenas de dança é muito bem feito.

No elenco temos o já mencionado Channing Tatum como Magic Mike, dando uma ótima interpretação além de mostrar que sabe dançar muito bem. The Kid é interpretado por Alex Pettyfer, que não faz nada de demais. Fechando o triângulo principal temos Cody Horn como a irmã de Kid, mulher bastante fechada emocionalmente que acaba servindo de conselheira racional nessa história toda. Matthew McConaughey é um ex-stripper de 40 anos que é dono do clube onde os protagonistas trabalham, fazendo o mesmo tipo que ele vem fazendo nos últimos 20 anos.

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