Review: “Atividade Paranormal 4” de Henry Joost e Ariel Schulman

O primeiro “Atividade Paranormal” surpreendeu o mundo com sua proposta de terror simples, de mera execução e criação de suspense, sem sustos óbvios ou mortes violentas. Suas sequências pecaram nesse aspecto, mas serviram para criar uma mitologia em cima das tais atividades paranormais. O primeiro filme era apenas um casal sendo assombrado por um demônio, mas ao final da trilogia já percebemos que existia algo além. “Atividade Paranormal 4” é o primeiro da série a seguir em frente cronologicamente e mostrar o que diabos aconteceu com Katie, a moça assombrada que termina possuída perante as câmeras do namorado na origem da série.

O filme começa mostrando o final de “Atividade Paranormal 2” – que era um prelúdio e explicava o motivo das assombrações atrás de Katie, mas termina com um epílogo passado após o primeiro episódio. Depois pulamos cinco anos no tempo (o evento dos dois primeiros filmes foi em 2006) e acompanhamos uma nova família em outra cidade surpreendida por um menino novo e estranho na rua, que vai morar com eles depois que sua mãe misteriosamente foi parar no hospital. E, claro, coisas estranhas passam a acontecer na casa.

“Atividade Paranormal 4” continua a tradição do found footage da série e também de inovar nessas técnicas. O primeiro era apenas uma câmera instalada no quarto, o segundo um sistema de segurança na casa inteira… Agora estamos na época do Skype e a mocinha da história vive falando com o namoradinho pelo laptop e ele, ao perceber as coisas esquisitas, resolve filmar tudo com todos os laptops da casa. E sim, todo mundo faz tudo com um laptop na frente nessa casa! Tem lá seus furos, mas é tudo apenas uma desculpa para seguir a tradição da franquia. Ah, a história também usa o Kinect para alguns momentos perturbadores (que não envolvem jogar o Kinect).

A série já dá sinais de cansaço, por que agora já sabemos o que esperar quando simplesmente não acontece nada. Era essa a brincadeira do primeiro filme (e deu maravilhosamente certo) e continua nisso. Um jogo de suspense, de “fique olhando para ver se acontece algo!” Os diretores brincam com o público. Uma faca sobe ao teto na nossa frente, será que ela vai cair? E agora, vai cair? E agora? Em algum momento ela cai, claro… É previsível, mas funciona por ser previsível. Por que enquanto a maldita faca não cai, você fica esperando a maldita faca cair! E pior: quando ela cai, você toma susto!

Ela voltou, mais possuída do que nunca!

Os diretores Henry Joost e Ariel Schulman (os mesmos de “Atividade Paranormal 3”) não criam nada de novo, mas mexem com as nossas expectativas de forma que poucos outros filmes de terror conseguem. O incrível desconforto de ver coisas estranhas acontecendo com um casal dormindo de noite não volta nunca mais, só que os sustos e o clima de suspense permanecem. Meu único problema com este “Atividade Paranormal 4” é por ele pouco empurrar a mitologia da franquia para frente, algo que os dois anteriores fizeram muito bem. Mas ao menos Katie volta e com louvor, pronta para arremessar humanos desavisados certeiramente em suas câmeras instaladas! Eu a preferia como vítima e não como vilã (o demônio invisível dos outros filmes continua “aparecendo” aqui e ele é bem pior), mas é inegável que ela é uma ótima atração para o cinema de horror.

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