Review: “A Entidade” de Scott Derrickson

“A Entidade” pega esta recente onda do terror found footage e cria uma situação interessante. Quando o estilo foi inventado por “A Bruxa de Blair” em 1999 brincou-se com a ideia de que aquelas filmagens encontradas seriam reais e isso foi boa parte do sucesso do filme. Mas e aí fica a história: supondo que aquilo foi real e que alguém de fato encontrou o material… O que uma pessoa faz quando descobre aquilo? Dessa premissa interessante vem a ideia deste novo filme de terror.

Ellison Oswalt, escritor de um grande sucesso que quer ser o novo Truman Capote (humilde, viu?)  se muda para uma casa onde uma família foi assassinada e uma das crianças desapareceu para usar de inspiração para sua investigação para seu próximo livro. Eis que ele encontra uma caixa no sótão com perturbadoras filmagens de assassinados e resolve investigar esse mistério. “A Entidade” poderia ser um filme contando a história desses assassinatos, mas na verdade é a história de alguém investigando uma literal história de terror de filmagem encontrada.

O filme se amarra muito bem, sabendo utilizar as imagens das fitas para assustar de forma muito simples. São cenas perturbadoras, tanto para Ellison quanto para o público, o que já coloca a plateia em estado de suspense. E claro que, conforme nosso herói passa a ver coisas estranhas na casa, tudo vai piorando. “A Entidade” se firma em sequências perturbadoras, que começam nas gravações e terminam com crianças demoníacas e um tal de Mr. Boogie bem apavorante. Não é o filme mais assustador que eu já vi, mas estimula o suficiente para causar uns bons pesadelos.

O filme é dirigido por Scott Derrickson, que estreou na direção com o interessantíssimo “O Exorcismo de Emily Rose” e depois seguiu para o abominável remake de “O Dia em Que a Terra Parou”. Mesmo que “Emily Rose” seja, no fundo, um drama de tribunal, ele tem seus momentos assustadores e aqui Derrickson mostra que realmente tem um bom olho para criar imagens bizarras. No elenco o único de destaque é Ethan Hawke, que trabalha com de tudo um pouco nessa vida. Sua atuação é boa o suficiente para segurar os pontas, mas convenhamos, nesse tipo de filme a estrela mesmo é o elemento sinistro.

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