Review: “A Irmã da sua Irmã” de Lynn Shelton

Filminho independente daqueles que tem cara de que foi barato mesmo, “A Irmã da sua Irmã” é um tradicional produto de atores mostrando seus talentos em um roteiro que não tenta inovar muito. Vai lhe convencer por conta das atuações e dos personagens, mesmo que no ato final as coisas desandem um pouquinho.

O filme conta a história de Jack e Iris, dois grandes amigos, e de Hannah, a irmã dela. Jack está passando por um ano ruim desde a morte de seu irmão e Iris resolve mandá-lo para uma daquelas casas do lago tradicionais de filmes, para ele refletir sobre a vida, afinal essa é a única coisa que as pessoas fazem em casas do lago do cinema americano! Só que ao chegar lá Jack se depara com Hannah, que também foi pensar sobre a vida, e após uma noite de bebedeira os dois transam. E no dia seguinte Iris aparece e diz para a irmã que está apaixonada por Jack e aí fica aquele climão…

A sinopse pode parecer elaborada, mas o roteiro é simples. Hannah é lésbica, então não há triângulo amoroso, mas o fato dela ter dormido com Jack se torna um conflito ainda assim. Durante uma hora há apenas os atores desenvolvendo carismaticamente seus personagens, sem grandes melodramas. A química dos três é boa. Iris e Hannah convencem como irmãs com grande intimidade, assim como Iris e Jack também convencem como grandes amigos. Os diálogos são simples e espontâneos e a trama avança apenas com o desenvolvimento desses três únicos personagens.

Lá para o final o roteiro inventa uma complicação um pouco maior que transforma as coisas em um drama um pouco mais forte, mas aí a história perde sua força. As irmãs entram em conflito, aí vem a típica montagem musical com violãozinho ao fundo mostrando como as duas se reaproximam sem grandes dificuldades. Ok, são irmãs, e é assim que funciona mesmo, mas para um filme que resolveu apostar tão alto na reviravolta, fica fraco. E Jack tem seu momento de catarse com uma bicicleta e, pimba, acabaram-se suas dúvidas e medos! Não é para tanto…

O filme foi escrito e dirigido por Lynn Shelton, que de fato perde um pouco o rumo da sua história lá para a página 60. O maior destaque do resultado final vai para as atuações de Emily Blunt (“O Diabo Veste Prada”) e Rosemarie DeWitt (“O Casamento de Rachel”). E apesar do papel de Jack ser interessante, o ator que o interpreta (Mark Duplass) não caiu bem. Ele tem boa química com as duas outras atrizes, mas não tem tanta assim com o próprio personagem.

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