Review: “Journey” para PlayStation 3

Um videogame de vivência, como o recente “Dear Esther” lançado para PC, “Journey” é um inusitado jogo disponível para download no PlayStation 3 que está muito mais interessado em proporcionar ao jogador uma sensação do que uma história. Sem dúvida um estilo diferente do que estamos acostumados e que com certeza não irá agradar a maioria interessa nos blockbusters de ação de aventura. Mas, para quem tiver interesse em variar um pouco, ele tem bastante para oferecer.

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Produzido pela thatgamecompany, o jogo começa com um misterioso personagem encapuzado no meio de um enorme deserto. Seu objetivo é chegar ao topo de uma montanha e para lá você deve controlá-lo. Em “Journey” o jogador apenas anda e, de vez em quando, “voa” e “surfa” por cenários. Ele não irá exigir de você mais do que alguns controles básicos e o level design reflete isso. Este videogame está tentando outra coisa para interagir contigo, um pouco menos dependente de um apertar de botões do que o mais convencional.

O foco de “Journey” é, não surpreendentemente, a jornada. Que não dura muito mais do que uma hora, portanto o recomendável é você jogar direto até o fim para ter um maior impacto. A questão está na conexão que o jogo cria com o jogador, algo que nem toda produção parece achar necessário, mas é uma exigência fundamental para um videogame. Muitos podem inclusive reclamar que “Journey” não é um videogame, por que não tem complicados controles ou fases cheias de caminhos. Mas se isso fosse regra, nem Super Mario ou Call of Duty seriam videogames também, né?

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A interação é o que transforma esta aventura em algo especial. O visual espetacular e a trilha sonora belíssima ajudam o jogador a entrar na experiência, entrar naquele deserto como poucos videogames de fato conseguem. Em alguns momentos eu me lembrei da série The Legend of Zelda e seus também enormes cenários fictícios que o transportam para aquele mundo particular. “Journey” lhe leva junto e por isso apenas vale a experiência. O clímax, por mais simplório que seja, é emocionante! Outra qualidade pouco vista nos blockbusters modernos.

De qualquer forma, “Journey” não é um videogame para qualquer um. A comparação com o já citado “Dear Esther” vale, mesmo que este seja um jogo um pouco mais elaborado e convidativo para exploração – o deserto guarda lá seus segredos. Mas a questão aqui é a experiência, uma poesia visual que você não vai encontrar com frequência por aí. Se este motivo lhe interessa, arrisque. Você não irá fazer muita coisa em “Journey”, mas ficará com a sensação de que fez muito.

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