Review: “O Impossível” de Juan Antonio Bayona

“O Impossível” conta a história real de uma família espanhola durante o trágico tsunami que atingiu o Oceano Índico em Dezembro de 2004, matando quase 300.000 pessoas – um dos maiores desastres naturais da história! Muitos se lembram do acontecido e das horríveis imagens de devastação que apareciam nos noticiários. O filme, menos documental e mais focado no drama familiar, mostra de forma assustadora o que é sobreviver a um evento desses.

A família Bennet viaja para a Tailândia para passar o natal quando, em uma manhã na piscina, um tsunami atinge a praia e os separa. Maria e seu filho mais velho, Lucas, são levados pela onda e ela fica gravemente ferida. Ao chegarem a um hospital, além de querer cuidar da mãe fortemente debilitada, o garoto também quer buscar notícias do pai e dos irmãos, já que ele não sabe o que se aconteceu com eles. O mesmo acontece com Henry, que também procura por sua mulher e filho nos hospitais dos arredores.

Dizer que esta é uma história de sobrevivência é um clichê óbvio. São quase 2 horas em que Maria, quando não está gemendo de dor, está azul de doente. Lucas perambula pelo hospital atrás do resto da família e só encontra situações horríveis. Um pai pede ajuda a ele para encontrar o filho e o garoto acaba aceitando a missão. São inúmeras cenas dramáticas, de pessoas se reencontrando. Interessante dizer que “O Impossível” não é um filme sobre a morte (apesar do pano de funda ser esta grande tragédia) e muito mais de reencontro, de familiares que se perderam em uma situação horrível e, ainda assim, conseguem se juntar novamente. Não se surpreenda de cair em lágrimas de dez em dez minutos, toda vez que o roteiro põe alguém para encontrar outro alguém e a tela desabar de emoção.

É previsível e melodramático, mas funciona. Não dá para julgar “O Impossível” de ser apelativo. Você irá chorar muito mais de alegria do que de tristeza. O filme é dirigido por Juan Antonio Bayona, do excelente “O Orfanato”. Aqui ele tem menos oportunidades de arriscar narrativamente (o resultado final é bastante padrão), mas seu talento na direção continua evidente.

A estrela do filme não é a Naomi Watts.

O elenco tem Naomi Watts como a mãe sobrevivente, gemendo senão quase morrendo em boa parte do filme. Sua atuação tem bons momentos, mas difícil dizer que é memorável, já que ela mais faz cara de doente do que outra coisa. O roteiro lhe dá poucas oportunidades. Já seu filho, vivido pelo estreante Tom Holland, esse rouba cena! O garoto tem inúmeras oportunidades para demonstrar aflição, raiva, alegria, e conduz cada sentimento com grande facilidade. Como o pai da família temos Ewan McGregor, muito bem como sempre. Preste atenção também para a participação rápida de Geraldine Chaplin, filha do lendário Charles Chaplin.

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