Review: “O Vingador do Futuro” de Len Wiseman

De remakes desnecessários já temos tanto que acho que nos acostumamos. Quem mais sofre com isso é o gênero do terror (lembra quando refilmaram “Psicose”, meu Deus?), mas na falta de ideias para novos filmes Hollywood recorre a sucessos de público de qualquer gênero. “O Vingador do Futuro” é um clássico sci-fi com altas doses de ação, estrelado por Arnold Schwarzenegger no auge de sua carreira, dirigido por Paul Verhoeven também no seu melhor momento. Doze anos não foram o suficiente para envelhecer esta estilosa produção, mas ei que voltamos no tempo com outro “O Vingador do Futuro”.

Estrelado por Colin Farrell e… Bem, já dá para ver que isso vai dar errado, né? Farrell não é mau ator, na verdade é muito melhor do que Schwarzenegger! Mas quem disse que o querido Ah-nold fez aquele sucesso todo durante os anos 80 e 90 por talento dramático? O brutamonte era carismático e convencia como herói para toda hora. Farrell? Nem tanto. Ele interpreta Douglas Quaid, que vive em uma Terra futurista dividida e trabalha em uma empresa que constrói robôs, mas está cansado da rotina. Uma tal de Rekall promete aos seus clientes viver seus sonhos mais secretos e ele resolve ir até lá por que gostaria de ser um agente secreto por alguns momentos. Eis que ele então descobre que era um agente secreto que sofreu lavagem cerebral, chamado Carl Hauser, e agora será procurado pela polícia e pelo chanceler malvadão.

O roteiro segue os mesmos passos do filme original, retirando o cenário de Marte e a trama envolvendo mutantes e reconstrução da atmosfera do planeta vermelho. Agora o herói se mete na briga entre a Colônia e a Federação, esta última a malvada que quer invadir sua inimiga. Sem alienígenas e monstros estranhos, a história vira um conflito distópico mais tradicional. Mas as reviravoltas são as mesmas. Quem era Carl Hauser, para quem ele trabalhava, qual era sua intenção, etc… Tudo segue o mesmo caminho.

Se o roteiro é praticamente o mesmo, aí voltamos ao protagonista Colin Farrell, que não dá conta de substituir Schwarzenegger. Ele é um herói de ação competente, mas falta humor no seu desempenho. Ele é acompanhado por Jessica Biel, que nunca conseguiu fazer muita coisa com sua carreira depois de “O Massacre da Serra Elétrica” (fora casar-se com Justin Timberlake), e não é um papel bobo que fará diferença. Kate Beckinsale é a insistente vilã da vez, doida para matar Farrell, e não faz muito coisa além de fazer cara de malvada badass que atira toda hora. Beckinsale é uma boa atriz de ação, como visto na série Anjos da Noite, e faz seu trabalho direitinho. O chanceller malvadão é vivido por Bryan Cranston, que desde o sucesso de “Breaking Bad” parece ter invadido todos os filmes do mundo!

“O Vingador do Futuro” é dirigido por Len Wiseman (marido de Beckinsale), que também dirigiu “Duro de Matar 4.0”, ou seja, filmes de ação genéricos é a praia dele. Visualmente ele não produz nada, fora um interessante tiroteio em uma sala sem gravidade. Mas comparado ao delírio visual da direção de Verhoeven, que tinha o mesmo roteiro e muito menos artifícios técnicos lá em 1990, chega a ser um trabalho preguiçoso.

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