Review: “Battleship – A Batalhe dos Mares” de Peter Berg

Há algo de catártico em falar de uma produção como “Battleship – A Batalha dos Mares”. Por que filme ruim a gente conhece e às vezes assiste, mas quando algo chega nesse nível… Ou você bota para fora ou deixa a raiva lhe consumir! Inspirado no centenário jogo “Batalha Naval”, “Battleship” foi uma tentativa de produzir um “Transformers” em cima desse conceito de guerra marítima. Bem, um Transformers eles conseguiram fazer! Mas isso não quer dizer absolutamente nada, considerando quão malvista é a insuportável trilogia de Michael Bay.

“Battleship” tenta copiar o que há de pior no cinema americano, é bem sucedido e, por isso, merece o demérito de filme que é horrível por intenção – onde nem o “engraçado sem querer” ou “apelo kitsch” conseguem salvá-lo. Não há nada aqui além de dor de ouvido.

Lembra, lá em 1996, quando os alienígenas de “Independence Day” resolveram invadir a Terra? E para isso, veja só, invadiram a Terra toda! Isso não existe mais. Não se fazem mais alienígenas como nos anos 90. Seja em “Transformers: O Lado Escuro da Lua” ou “Os Vingadores”, hoje em di os invasores estão mais interessados em começar por uma única cidade, levando um exército inteiro por um portal ou similar, na expectativa de vencer um jogo de xadrez com uma peça só. Mas nunca houve ameaça interplanetária mais inútil do que a de “Battleship”, com alienígenas que invadem o Oceano Pacífico!

Aaaaaahhhhh, corram, eles vão explodir uma bóia!

Fosse uma ameaça brotada do fundo dos mares, atacando nossas cidades em larga escala, mas não, o grande general alien viu a Terra e pensou “mandem cinco naves para o Havaí, deve dar certo!”. Isso por que uma das naves bate em um satélite, sai de rota e despenca em Hong Kong, provocando a maior destruição de toda a invasão! Sem querer! Fora isso, umas bolas barulhentas atacam uma via expressa. E pronto! A grandiosa invasão alienígena de “Battleship” destruiu um prédio e um viaduto! Não sei qual é a preocupação se novos chegarem do espaço, se vier uns 500 talvez eles consigam de fato atacar o Havaí. Com uns 5.000 eles chegam à costa americana?

Minha expressão facial durante o filme inteiro.

Isso tudo para mostrar que a história de “Battleship” não tem pé nem cabeça já da sinopse. É uma invasão que não invade, portanto a ameaça é nula. Quando três naves alienígenas podem ser derrotadas por um barco sozinho, estamos seguros. Salve a Marinha dos Estados Unidos! Claro, é essa a intenção do roteiro, propaganda naval, patriotismo esquizofrênico que chega ao ridículo final quando eles precisam usar o USS Missouri, encouraçado onde foi assinada a rendição do Império Japonês durante a 2ª Guerra – hoje um museu! – para um último ataque. O negócio não funciona tem uns 70 anos, mas ei, olha lá, um bando de veterano de guerra, sentados – em um museu! – esperando o momento para ajudar novamente a nação! Ok… Era para rir, né?

No meio disso tudo existem personagens. Que são porcamente introduzidos em 20 minutos e depois esquecidos, deixados de lado para as explosões – os protagonistas definitivos desse tipo de produção.  Taylor Kitsch (sobrenome infeliz…) é o herói inusitado, o rebelde americano que salva o universo com o mínimo de esforço. Ele tem um irmão, Alexander Skarsgard, que não faz nada, e uma namorada gostosona, Brooklyn Decker, que resolveu passear pelo Havaí e acabou encontrando a central de comunicações extraterrestre dos invasores… Claro! Liam Neeson também está na parte inutilizada do elenco, faz menos do que a cantora Rihanna, numa atuação madonnística de lhe fazer rir, tentando provar para o mundo que ela consegue fazer algo pior do que as músicas que ela coloca nas rádios.

O filme é dirigido por Peter Berg, fazendo seu melhor esforço para emular Michael Bay. Cortes rápidos, câmeras que não conseguem ficar paradas, brilhos e lens flare para todos os lados. Uma verdadeira confusão visual! E o que falar da parte sonora? Dê graças a Deus se você não sair surdo do filme, por que você vai querer ficar surdo lá pela metade da história! A conjunção das explosões, os efeitos metálicos dos ataques aliens e a trilha sonora tentando imitar a trompa de “A Origem” (insistentemente!) produz uma incompreensível diarreia de irritar os tímpanos mais resistentes. Insuportável! Berg, provavelmente estimulados pelos produtores que queriam aproveitar o sucesso de Bay e seus Transformers, conseguiu a façanha de fazer seu “Battleship” algo ainda mais anárquico e sem sentido.

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2 respostas para Review: “Battleship – A Batalhe dos Mares” de Peter Berg

  1. Cesar Mendonça disse:

    Nossa. Nada haver.
    Como você é ridículo.
    E suas críticas mais ridículas ainda.
    O filme não é digno de nenhum oscar, mas faz bem o papel dele que é divertir.
    Menos para pessoas mal amadas que nem você.

    Curtir

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