Review: “Oblivion” de Joseph Kosinski

Após o ataque de uma raça alienígena que destruiu nossa lua, o planeta Terra ficou devastado. O mundo como nós o conhecemos é apresentado de uma forma bem inusitada em “Oblivion”, um filme muito criativo esteticamente – mas bastante genérico em todo o resto. Nossa história começa com Jack Harper, um homem encarregado de acompanhar o funcionamento de robôs no planeta, enquanto o resto da humanidade aguarda por ele em segurança láá em Titã, lua de Saturno. Como todo sci-fi que se preze, “Oblivion” nos apresenta algumas reviravoltas, só que bastante previsíveis. Sim, existe mais por trás dessa história do que Jack sabe! É um sci-fi. Sempre tem algo mais.

Só que filmes do gênero aproveitam suas reviravoltas em cima do “a trama não é o que parece” para nos apresentar metáforas que vão além da proposta científica, abordando temas. “Oblivion” não aborda nada e acaba resultando apenas em mais um blockbuster dentre tantos outros.

O filme é dirigido por Joseph Kisinski, o mesmo de “Tron: O Legado”. Assim como em seu trabalho anterior, Kosinski mostra ter jeito para criar belas imagens. “Oblivion” é muito bonito, principalmente as cenas na torre onde Jack vive, um enorme cenário de vidro com belíssima fotografia. Fugindo da moda atual, esta parte não foi gravada em estúdio cercado de chroma key, mas sim com gigantescos telões reproduzindo gravações do céu! O esforço compensa, pois a iluminação natural (apesar do cenário artificial) é estonteante. Méritos também para o cinegrafista Claudio Miranda.

Futurismo das antigas.

Apesar disso o filme não consegue ir além das belas imagens. O roteiro é muito simples, introduzindo as óbvias reviravoltas sem grande peso. Temos um primeiro ato interessantíssimo, mostrando uma Terra futurista como nunca antes vista no cinema. Mas depois que a história começa a andar, “Oblivion” transforma-se em mais um filme de perseguição convencional. Verdade seja dita, as cenas de ação são empolgantes. Mas não conseguem tirar o gosto de genérico na produção como um todo.

A história é protagonizada por Tom Cruise, o grande rei hollywoodiano com já 30 anos de reinado. Incrível pensar que desde “Negócio Arriscado” (de 1983) o cara consegue ainda se manter como talvez o ator mais famoso do mundo. Ele é tipo o Pelé do cinema! Aqui Cruise não faz nada além do seu básico convencional, segurando o filme apenas com seu carisma. Tem já um tempo que o astro vem atuando em modo automático em inúmeros blockbusters

Ele é acompanhado pela Bond Girl Olga Kurylenko (“007 – Quantum of Solace”), Andrea Riseborough, Melissa Leo e o lendário Morgan Freeman. Todos se esforçam um pouquinho para dar vida aos personagens, que não são lá tão interessantes assim.

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