Review: “Wolverine: Imortal” de James Mangold

Wolverine sempre foi o personagem mais famoso e popular dos quadrinhos X-Men. Tanto que quando a equipe de mutantes chegou ao cinema, lá no distante ano de 2000, foi justamente ele o herói que mais agradou o público. Ajudou a impulsionar a carreira de Hugh Jackman, que caiu como uma luva no papel, e gerou sua própria linha de filmes solo. Primeiro veio o abominável “X-Men Origens: Wolverine”, que mostrava as aventuras do herói antes de entrar para os X-Men, e agora temos “Wolverine: Imortal”, que o coloca novamente sozinho, sem Ciclope, Vampira ou Gambit para ajudá-lo.

A história se passa depois dos eventos de “X-Men: O Confronto Final”, que terminou com Wolverine matando sua amada Jean Grey, afinal ela virou a entidade Fênix e estava a fim de destruir uma cidade inteira. Mas nem por isso Logan se perdoou e agora fica sozinho por aí, dividindo caverna com ursos e sonhando com fantasmas… Até que aparece a simpática mutante Yukio, que tem o poder de prever a morte dos outros, algo muito inútil, mas como ela é japonesa sabe lutar muito bem. Nem precisava ter poderes, né? Yukio tem a missão de levar Logan para o Japão, pois o ricaço Yashida quer reencontrar o herói: Wolverine o salvou no passado, nada mais nada menos do que da bomba atômica de Nagasaki!

O filme tem uma narrativa muito simples. Logan vai para o Japão, coisas começam a dar errado, ele tem que proteger a herdeira de Yashida, Mariko (que não é mutante, mas é japonesa, então também sabe lutar) e enfrentar a máfia Yakusa e a Víbora, um clone loiro da Hera Venenosa. Até a roupa lembra a versão cafona de “Batman & Robin”…

Apesar da simplicidade, a história flui bem. Logan protege Mariko, Yakuzas atacam, a Víbora joga veneno nas pessoas, Yukio luta espadas com alguém. Tudo muito óbvio e previsível, o único diferencial é que neste filme o Wolverine perde seus poderes regenerativos, então ele fica machucado boa parte da história. Claro, não que isso seja o suficiente para criar algum conflito interessante – pois mesmo sem poderes de cura, heróis não tem o hábito de morrer em seus filmes solo, não é verdade?

Tudo segue linearmente até o clímax tradicional e a história acaba praticamente no mesmo ponto onde “O Confronto Final” terminou. Sem surpresas, sem novos ganchos. Ainda assim, é um filme divertido. As cenas de ação são muito bem feitas, já que pouco dependem de efeitos especiais ou explosões, e seguem a tradição do cinema japonês com boas lutas coreografadas. Se “Wolverine: Imortal” pouco inova em sua narrativa, ao menos é um filme de super herói mais simples, focado e com um ambiente inusitado. Ótimo para quem enjoou de todas as aventuras da Marvel se passarem em Nova York…

O filme é dirigido por James Mangold, dos excelentes “Johhny & June” e “Os Indomáveis”. Sua direção é boa o suficiente, principalmente nas cenas de ação que economizam nos ângulos frenéticos e exagerados. O destaque novamente vai para Hugh Jackman, que ainda é a melhor opção de Wolverine que podemos imaginar. O resto do elenco tem Rila Fukushima, Tao Okamoto, Svetlana Khodchenkova e a participação especial de Famke Janssen como o fantasma de Jean Grey. Destaque especial para Fukushima, que é uma ótima lutadora e se sai muito bem como sidekick.

A nova dupla dinâmica!

Anúncios
Esse post foi publicado em Filmes, Reviews e marcado , , , , , , . Guardar link permanente.

Comente aqui...

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s