Review: “DuckTales: Remastered” para PlayStation 3

Um dos maiores clássicos da Era 8-bits não é de nenhuma cultuada franquia. Super Mario, Zelda, Castlevania, Mega Man, todas essas séries estão até hoje conquistando novos jogadores, após já terem conquistado uma geração nos anos 80. Mas também tinha um certo clássico da Capcom estrelado por ninguém menos que o Tio Patinhas! “DuckTales” pode não estar associado com as grandes criações da época, mas é um dos mais reverenciados títulos do NES. E agora volta para a geração HD em “DuckTales: Remastered”. E prova que, clássico que é clássico, continua majestoso mesmo que quase 25 anos depois!

“DuckTales: Remastered” é uma aberração em tempos atuais, pois sabe-se lá como a Capcom e a Disney resolveram se unir para desenterrar um jogo que não é de uma franquia consagrada atualmente – até por que a série animada que o inspirou não existe desde 1990! Mas o mérito é da WayForward por ter feito isso acontecer. A empresa tem know how no ramo de adaptações em 2D de clássicos das antigas, tendo produzido “A Boy and His Blob” e “Contra 4” anteriormente. Agora ela pega um clássico do Nintendinho e o remodela com belos gráficos e… Só! Não se engane pelo colorido visual, “Remastered” é um jogo retrô mesmo.

Duas novas fases foram adicionadas, uma introdutória e outra climática – já que no original a última fase era uma reprise. Fora isso você volta a encarnar o Tio Patinhas pulando em sua bengala na Lua, na Transilvânia e no Himalaia. O design das fases é virtualmente idêntico (fora um ou outro detalhe) e envolve você achar alguns objetos que servem como “chaves” para você enfrentar o chefe e coletar o tesouro. Agora o jogo tem uma história, com cenas de diálogo, que dão um clima de episódio de desenho. Mas pouco adicionam à aventura que, no final das contas, é curta. Mas o jogo é difícil, não tem checkpoints – fora na dificuldade Easy, mas qual a graça disso? – e lhe colocará a tentar novamente após morrer no chefe e voltar lá para o menu inicial. Como “Mega Man 9” nos lembrou lá em 2008, jogos do passado podiam ser curtos, mas não perdoavam erros! Os acostumados como o método atual, de fases longas, lineares, com indicadores de objetivos e checkpoints a cada cinco minutos, “DuckTales: Remastered” pode ser um pouco apelão.

Antes e depois.

Mas para quem cresceu jogando com até menos do que dois botões em seus controles, é uma delícia. Nada contra os jogos atuais, claro, muitos deles estão destinados a se tornarem clássicos também! Ainda assim, esse design mais simples, focado e sem margem para erros deixou saudades. Fora alguns sucessos indies como “Super Meat Boy”, a maioria dos lançamentos de hoje em dia só faltam dar as mãos, guiá-lo do ponto A ao B e ainda lhe dar um achievement de brinde por isso! Em toda sua simplicidade, “DuckTales: Remastered” é um produto novo para jogadores das antigas. Pouco inventa em cima do que já era excepcional, mas a repaginada visual é o suficiente para valer o retorno a este clássico. Não se faz mais jogos como “DuckTales”, mas a WayForward nos criou uma máquina no tempo e você não pode perder a oportunidade de entrar nela!

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