Revisitando os melhores jogos da PSN

A nova geração está chegando e um dos grandes diferenciais desta que está acabando foi a proliferação da distribuição de jogos via download, seja por parte das grandes produtoras ou das independentes que apostaram em ideias criativas. Seja na Live Arcade do Xbox 360, o eShop do Wii U e 3DS ou em serviços para PC como Steam, hoje em dia é muito mais fácil encontrar jogos de todos os tipos sem precisar de sair de casa. E, por muitas vezes, a preços bastantes acessíveis!

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Assim como fiz com o serviço WiiWare que a Nintendo produziu para seu console de sétima geração, hoje lanço uma análise dos meus dez jogos favoritos da PSN (novo apelido da PlayStation Network) lançados para PlayStation 3. Infelizmente esses jogos não poderão ser encontrados para download no PlayStation 4 – ao menos não a priori, quem sabe a Sony mude de mentalidade. Portanto se você é um novo usuário do antigo sistema, segue aí minhas recomendações, com algumas menções honrosas ao final. São somente jogos lançados exclusivamente na PlayStation Store, apesar de algum terem sido disponibilizados mais tarde com versões em disco; não estou incluindo produtos retail disponíveis no serviço assim como a linha Classics ou de relançamentos em HD.

DuckTales: Remastered

Em uma geração que viu o grande retorno dos jogos 2D e a consagração do estilo retro na maioria deles, “DuckTales Remastered” é talvez o Santo Graal. Na hora de trazer clássicos do passado (em reboots ou remakes), este retorno aos tempos do Tio Patinhas não só conseguiu fazer jus ao videogame original como também ao desenho que assistíamos quando crianças. Com belos gráficos e uma trilha sonora louvavelmente atualizada, é como poder jogar um novo episódio de “Os Caçadores de Aventuras” – woo-hoo!

Este remake mantém-se praticamente fiel ao design original, alterando alguns detalhes, adicionando duas novas fases e, claro, melhorando toda a parte audiovisual para algo mais próximo do desenho da Disney. O grande trunfo de “DuckTales: Remastered” é em louvar o passado com orgulho. Não apenas um retro gratuito ou uma atualização desnecessária. Este remake produzido pela WayForward parece ter sido feito por fãs, para os fãs. Um jogo 2D com muito gosto.

Guacamelee!

Seguindo o cultuado estilo metroidvania (como outro jogo desta lista, veja abaixo “OutLand”), boa parte do sucesso de “Guacamelee!” está em seu humor. A base fundamental para uma aventura interessante está lá, mas as referências inteligentes a outros jogos ou mesmo a memes de internet dá um estilo especial. A estética criativa também ajuda muito.

“Guacamelee!” é uma aventura simples, onde você navega por fases de mapas pouco complicados enfrentando inimigos com um sistema de luta com poucos combos. O foco do desafio está nas sequências de plataforma, de utilizar os novos poderes do herói – conforme vocês os desabilita – para alcançar novas áreas e prosseguir. Infelizmente o jogo é um pouco fácil demais, mas não deixe isso lhe desanimar. É uma aventura divertidíssima, com uma boa dose de humor e um jeito único que irá conquistar jogadores das antigas.

Joe Danger

Uma espécie de “ExciteBike” de plataforma, o primeiro “Joe Danger” é um criativo jogo de corrida de motos onde o objetivo não é apenas vencer o tempo, mas também coletar estrelas e realizar combos até lá. É um título que exige bastante repetição (trial and error sob duas rodas) para superar seus simples, mas difíceis desafios. Conquistar todas as medalhas não é nenhum absurdo, mas vai exigir esforço. E você irá se divertir mais do que se frustrar!

Pouco tempo depois saiu uma sequência, “Joe Danger 2: The Movie”, que é basicamente a mesma coisa, tirando a temática das corridas e colocando Joe como dublê de filmes de ação de Hollywood. Referências a Indiana Jones e James Bond vão agradar aos cinéfilos e a maior variedade de fases faz do segundo jogo uma experiência mais interessante. Mas eu recomendo começar pelo primeiro e, se gostar, sem dúvida vale à pena investir na segunda parte. Os dois são ótimos e tem conteúdos parecidos, inclusive um editor de fases.

Journey

Difícil falar de “Journey” como jogo, pois muita gente não o vê assim. Mas sem dúvida é uma experiência! E creio que, o quanto menos você souber melhor ela fica. Eis uma aventura simples, de navegar por duras de um largo deserto rumo a uma montanha distante no cenário. Não é todo mundo que aprecia esse estilo calmo e centrado, mas é algo que eu recomendo com louvor para quem curte videogames em sua essência – como experiências a seu controle, em contrapartida aos blockbusters cinematográficos. “Journey” é sem dúvida o jogo mais inusitado da PSN!

Lara Croft & The Guardian of Light

Quando foi anunciado um spin-off de Tomb Raider para ser lançado via download, muitos imaginavam algo na linha de aventura em 2D, talvez um similar aos episódios da série lançados para Game Boy Color. Mas a Crystal Dynamics surpreendeu: além de excluir o título “Tomb Raider” do jogo, seria um arcade shooter com perspectiva isométrica!

“Lara Croft & The Guadian of Light” tem mais em comum com “Dead Nation” do que com “Tomb Raider: Underworld”, mas pega todos os elementos da série (principalmente a heroína) e o adaptam para uma versão explosiva e viciante. Com fases curtas e inúmeros inimigos para matar, o jogo também coloca ao jogador vários puzzles criativos e obstáculos de plataforma para ele superar usando o cérebro. Sim, é um jogo de ação, mas que ainda mantém as referências de exploração que fizeram a série Tomb Raider um sucesso. “Lara Croft & The Guardian of Light” também tem objetivos secundários divertidos, muita variedade e um ótimo multiplayer cooperativo.

Mega Man 9

O último jogo da série foi “Mega Man 8” para o PlayStation, mas aquele que antes já foi o maior símbolo da Capcom resolveu voltar com uma proposta inusitada: “Mega Man 9” era praticamente um jogo da Era 8-bits, dos gráficos simplórios à jogabilidade básica e dificuldade altíssima. Muitos viram isso um retrocesso, ao invés da óbvia homenagem. O resultado deu certo de qualquer forma: “Mega Man 9” é o responsável pela onda retro que atingiu os serviços de download de jogos durante esta geração.

O jogo é basicamente aquilo que os três primeiros jogos eram durante os anos 1980: controle Mega Man, escolha um dos oito chefes e use suas armas para avançar nas fases cheias de armadilhas e inimigos variados. O resultado é excelente exatamente por se manter fiel à proposta. Os gráficos pixelizados não tiram muito proveito das capacidades HD de um PlayStation 3, mas o charme supera isso facilmente. Este surpreendente lançamento fez tanto sucesso que gerou uma sequência (“Mega Man 10”), um pouquinho inferior. Recomendo os dois, mas comece pelo 9.

OutLand

Como o “Guacamelee!” acima, “OutLand” segue o estilo que popularizou a série Metroid da Nintendo. Fãs que cresceram com o PlayStation associam mais a “Castlevania: Symphony of the Night”. Seja qual for sua referência, “OutLand” pega dos dois e um pouquinho de “Ikaruga” para criar uma aventura bastante inusitada. É um metroidvania bipolar e, até onde eu sei, não há nada como isso em nenhum outro lugar.

Seguindo esse padrão já estabelecido, o jogo segue a estrutura de mapas multifacetados com muitos segredos, que você vai desbravando conforme acha novos poderes para seu herói. O que destaca “OutLand” é o combate com inimigos de duas cores, fazendo você alternar entre vermelho e azul para enfrentar monstros e armadilhas da cor oposta. O desafio todo está no bom reflexo com que você troca de polaridade. O visual sóbrio e escuro dá destaque para essa variação binária, elementar. A aventura é curta, mas sem dúvida vale a investida.

Pac-Man Championship Edition DX

Um dos grandes símbolos dos videogames, Pac-Man nasceu nos fliperamas de 1980 e quem diria que lá para 2010 ainda iria se manter atual? Pois “Pac-Man Championship Edition DX” é a prova de que clássicos realmente são eternos. O jogo mantém o clássico estilo da franquia (navegue por um labirinto comendo todas as bolinhas enquanto foge de fantasmas) e adiciona adrenalina à fórmula. Pac-Man está mais ágil, seus inimigos se multiplicam, o mapa do labirinto varia de fase. Quem acha que a série já deu o que tinha que dar, eis um relançamento que mostra ser possível inovar sem fugir da tradição.

PixelJunk Shooter 2

A franquia PixelJunk nasceu na PSN e é um de seus maiores símbolos. Episódios como “PixelJunk Monsters” e “PixelJunk Eden” são completamente diferentes entre si, desde os estilos gráficos até mesmo na proposta do jogo! Mas ainda assim tem algo que os une, que é a jogabilidade simples como foco para reforçar a criatividade da produção. De toda essa série “PixelJunk Shooter 2” é meu favorito.

O primeiro “PixelJunk Shooter” já é ótimo por si só. Você controla uma nave em um planeta e deve resgatar sobreviventes. Apesar do nome, “Shooter” não é um jogo de tiro, mas sim de plataforma. Você navega por armadilhas naturais e deve ter sagacidade e agilidade para salvar todo mundo e encontrar diamantes escondidos. “Shooter 2” leva a fórmula além, com novos perigos e mapas mais criativos, incluindo um capítulo com enigmas envolvendo iluminação. Os dois são louváveis recomendações, mas o segundo é um jogo mais interessante.

WipeOut HD

Um dos carros chefes da PlayStation Network fez sucesso por não parecer um jogo via download. Para muita gente “WipeOut HD” poderia ter sido lançado em disco, convencionalmente. Em termos de escopo, gráficos e variedade, eis um dos mais completos jogos do PlayStation 3. Para download ou retail!

Inspirado nos jogos anteriores da franquia (que apareceram em diversos consoles, mas fizeram casa na família PlayStation), “WipeOut HD” é um jogo de corrida futurista que serve de coletânea das melhores pistas da série e vem com variados carros também. Um modo campanha bastante desafiador – até na menor dificuldade! – irá lhe manter ocupado por muito tempo, tentando coletar as medalhas de ouro nos campeonatos. Um modo multiplayer online também vem no pacote e, se você tiver uma televisão 3D, eis uma forma diferente de apreciar os belos gráficos dessa produção requintada. E não perca a oportunidade de baixar a expansão “Fury”, com novas pistas, campeonatos, carros e opções. Um pacote completo que fica ainda mais completo!

Menções honrosas: Seleciono abaixo outros dez jogos que também considero dignos de destaque, mas não o suficiente para listar neste meu Top 10. Alguns deles apenas ficaram de fora por meros detalhes, mas recomendaria ainda assim. Seriam eles: “Costume Quest”, “Dead Nation”, “Joe Danger 2: The Movie”, “PixelJunk Shooter”, “PixelJunk Monsters”, “Retro City Rampage”, ”Bit.Trip presents… Runner 2”, “Shank”, “Tokyo Jungle” e “Trine 2”.

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