Review: “Além da Escuridão: Star Trek” de J. J. Abrams

Quando J. J. Abrams assumiu comando da longeva franquia Jornada nas Estrelas, revitalizou a série de forma que nunca conseguiram antes. Iniciada na década de 1960 em uma breve vida na televisão, as aventuras do Capitão Kirk e seu amigo Sheldon, quer dizer Spock, foram parar nos cinemas e para lá continuaram até o início dos anos 90! Mas William Shatner e Leonard Nimoy não ficaram jovens para sempre e abandonaram os papéis que o consagraram, mas Jornada nas Estrelas seguiu em frente sem os personagens que lhe criaram fama. Em 2009 isso mudou.

O primeiro “Star Trek” foi um reboot competente ao mostrar como Kirk e Spock se conheceram e ficaram amigos, além de introduzir toda a tripulação da Enterprise e suas aventuras fantásticas pelo espaço. Saiu o sci-fi absurdamente científico, mas ganhamos tramas malucas, personagens engraçados, ação explosiva e diálogos ágeis. Verdade, Star Trek quase virou Star Wars, mas isso para mim é algo bom! Esta sequência segue a mesma linha.

Kirk e Spock estão em uma missão em algum planeta estranho, mas o capitão não segue as diretrizes e por isso é destituído de seu cargo. Só que aí aparece um vilão misterioso, John Harrison, que promove uma série de ataques terroristas à Federação. E Kirk é restituído como capitão da Enterprise (fácil, não?) e é enviado para os confins do universo para caçar a nova ameaça.

A trama tem uma boa dose de reviravoltas e surpresas que mantém o ritmo ágil do primeiro filme (como “primeiro filme” me refiro ao reboot mesmo, não ao original de 1979 – que era um porre de chato!). O vilão Harrison é mal aproveitado, apesar de ser um personagem interessante, mas ele passa metade da história preso como Hannibal Lecter, só que sem Clarice Starling. Ainda assim uma boa dose de destruição e eventos traz emoção para a dupla Kirk e Spock. O problema é que o filme é tremendamente anticlimático…

Digamos que as surpresas do vilão não fazem jus ao impacto que o roteiro imaginaria causar. Harrison é, no final das contas, mais um cara mal que quer explodir coisas, mas não promove nenhuma ameaça fundamental à Federação ou mesmo à Enterprise! Sim, a nave é atacada e quase despenca na Terra… Mas do ponto de vista narrativo, o filme perde força facilmente. A história simplesmente acaba no mesmo ponto onde começou.

O diretor J. J. Abrams foi muito feliz no reboot, mas não conseguiu levar suas ideias para frente. Sua direção é ágil, as cenas de ação têm estilo e funcionam. Mas não há nada feito aqui em 2013 que não tenha sido feito já em 2009. É o bom e velho “mais do mesmo”, inclusive no exagero de lens flare… Ok, dá um visual específico, mas se tem potencial para virar meme é por que estão errando na dosagem!

O elenco é praticamente o mesmo do primeiro filme, repetindo as mesmas funções e caras, sem trazer nada de novo aos papéis. Chris Pine se esforça bastante nas cenas dramáticas, já Zachary Quinto quase não faz nada. Seu personagem pede para ser inexpressivo, tudo bem, mas a verdade é que o ator quase some em cena. O novo vilão é vivido por Benedict Cumberbatch, que tem um rosto bastante alienígena e um tom de voz bastante imponente. Ele está ótimo no papel e arrasa nos seus breves monólogos. O papel não é o suficiente para seu talento, mas ele faz o seu melhor ainda assim. Peter Weller (o RoboCop original) e Alice Eve são outras novidades.

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