Review: “Guerra Mundial Z” de Marc Forster

Zumbis estão na moda, mas não são novidade. Muito antes de “The Walking Dead” na televisão existia “Resident Evil” nos videogames. E muito, mas muito antes mesmo a Trilogia dos Mortos do diretor George Romero fez história nos cinemas. Mortos-vivos fazem hoje em dia parte do hall de monstros clássicos do terror (como os vampiros e lobisomem) que já saíram de vez do gênero,  recebendo tratamentos diversos e modernizações. Antes de “Extermínio” de 2002, por exemplo, eles sequer corriam! Hoje em dia são bem mais versáteis. Em “Guerra Mundial Z” eles formam um exército que escala muros.

A tal da “guerra mundial” começa de maneira misteriosa, com um vírus afetando animais, depois seres humanos e logo se espalhando em escala global. O dono de casa Gerry Lane está levando sua esposa e filhas para um passeio em Seattle quando algum acidente ocorre e logo eles estão fugindo de zumbis saltitantes pelas ruas devastadas da cidade. Mas Gerry já trabalhou para a ONU em situações de emergência, portanto é resgatado para ir investigar uma possível cura para a peste ao redor do planeta.

Desde a sinopse percebe-se que “Guerra Mundial Z” não é um típico filme de zumbi, apelando para uma narrativa relativamente épica, ou ao menos heroica, com um protagonista que vai para vários lugares do mundo em busca de novas peças da aventura. Há variedade de cenário, personagens e situações. A história não foca em um grupo isolado em alguma casa ou shopping center e mostra a devastação em uma escala gigantesca.

Fora isso o filme não ganhará muitos méritos por inovação. É uma história simples, sem grandes surpresas ou ideias interessantes. Mas mantém sua atenção com algumas cenas bastante tensas! A direção é de Marc Forster, o mesmo do drama “Em Busca da Terra do Nunca” e também de “007 – Quantum of Solace”, que seria uma comparação mais apropriada. “Guerra Mundial Z” não é um filme de James Bond, mas em termos de escala e do estilo das cenas de ação o diretor produz um resultado parecido.

A produção é encabeçada por Brad Pitt, que é praticamente o único membro do elenco que recebe atenção. Temos também Mireille Enos, David Morse e Matthew Fox (piscou e perdeu a participação do astro de “Lost”), mas é Pitt quem nós acompanhamos o tempo inteiro. Que o ator tem carisma e a gente sabe, portanto cumpre muito bem sua função de protagonista. Não faz nada de demais com o personagem, mas também não há muito que fazer aqui…

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