Review: “O Hobbit: Uma Jornada Inesperada”, Edição Estendida

Com a sua bem sucedida trilogia O Senhor dos Anéis, o diretor Peter Jackson viu oportunidade de lançar versões estendidas de cada filme para o mercado homevideo. Não que os cortes para cinema fossem breves, tendo os dois primeiros filmes quase 3 horas, o último chegava as 3h20! Mas a obra original de J. R. R. Tolkien tinha muitos eventos e informações omitidos do que Jackson pode exibir no cinema. Com o grande sucesso do DVD ele viu a possibilidade de relançar a trilogia em versões longas, com mais de 3h30 de duração – na verdade “O Retorno do Rei” chegava a ter 4h10, convenhamos algo inconcebível de ser exibido em telas comerciais! Com esta nova trilogia O Hobbit o diretor parece disposto a repetir o experimento.

Mas este primeiro episódio (clique aqui para ler o review do lançamento original) não é bem um livro inteiro. Não custa lembrar que “O Senhor dos Anéis” foi uma trilogia no mercado literário, “O Hobbit” não. Jackson resolveu dar um tratamento mais detalhado no cinema para um livro ágil, com muitos eventos, mas que no final das contas sequer chegava a ter 300 páginas. Pois se para você já pareceu estranho que “Uma Jornada Inesperada” tenha pegado um terço de livro e transformado em 2h40 de projeção, prepare-se, pois a versão estendida ultrapassa a barreira das três horas! Não é muito que foi adicionado (comparado à trilogia original), mas aqui irei listar algumas das mudanças e o quanto elas impactam o filme.

As primeiras mudanças vêm logo no prólogo, que a meu ver já era longo demais, com aquelas cenas mostrando Frodo conversando com Bilbo que nada tinham a ver com a história do filme em si (na verdade apenas serviam para amarrá-lo à trilogia O Senhor dos Anéis). Agora temos alguns minutos extras mostrando o motivo da birra dos elfos com os anões em Erebor, algo importante para o conflito futuro, e também o primeiro encontro de Gandalf com Bilbo quando este era ainda uma criança.

Dois pequenos momentos são adicionados na parte do Condado: uma visita de Bilbo a feira – que de nada serve a não ser para mostrar um pouco da vila dos hobbits – e um breve diálogo em Bolsão com alguns anões. Como “Uma Jornada Inesperada” pouco desenvolvia certos integrantes do bando de 13 anões, é interessante ver um pouco mais dessas figuras que praticamente serviam de figuração. A partir dessas introduções novas a versão estendida fica praticamente idêntica ao corte para cinema, pois novas cenas são adicionadas somente quando o grupo chega a Valfenda.

A cidade dos elfos é a parte do filme que mais cresceu. Temos piadinhas com anões, Gandalf conversando com Elrond, este conversando com Bilbo e também um ótimo momento onde o hobbit se depara com a espada Narsil quebrada – e vislumbra um certo anel desenhado em uma pintura na parede. É uma simples referência à trilogia original, mas é uma muito bem feita! Sauron também é citado em uma versão mais longa do conselho que inclui Galadriel e Saruman. O Um Anel é dito como perdido no mar e menciona-se o mistério do último anel dos anões que nunca foi encontrado. Outras menções sobre ameaças futuras, mas que nesse momento acabam desviando a atenção do tema central da aventura. Que é o dragão Smaug, no final das contas.

Depois disso a única cena nova acontece quando os aventureiros chegam à cidade dos goblins e são recebidos pelo rei que canta uma péssima música e faz comentários a respeito de suas armas e tesouros. Um momento completamente desnecessário que em nada adiciona. A partir daí “Uma Jornada Inesperada” segue exatamente como foi nos cinemas – sim, não recebemos nenhum minutinho a mais da incrível cena com o Gollum! – acrescentando pouca coisa ao exibido anteriormente. A versão estendida é relativamente interessante, mas comparada as da trilogia O Senhor dos Anéis parece que o que foi incluído não faz diferença. Fora alguns dados interessantes revelados na parte em Valfenda, “O Hobbit: Uma Jornada Inesperada” pode muito bem ser assistido em sua versão menos longa conforme exibida nos cinemas.

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