Review: “Thor: O Mundo Sombrio” de Alan Taylor

O Universo Cinematográfico Marvel segue na onda do sucesso de “Os Vingadores” e agora, com seus principais heróis já introduzidos, parece mirar apenas em aventuras seriais. Assim como “Homem de Ferro 3” pouco aproveitava o estabelecido nos filmes anteriores, apenas colocando Tony Stark em um novo problema, é a vez do herói Thor enfrentar o vilão da semana em “Thor: O Mundo Sombrio”. Produção que tem todo o esforço narrativo de um episódio aleatório de algum seriado qualquer.

A história começa com uma narração explicando a respeito da escuridão que existia antes do Universo – aparentemente a Marvel não é fã do criacionismo, apesar dessa história envolver deuses nórdicos. Um elfo aí sente falta disso e quer transformar tudo em escuridão novamente usando uma arma chamada Aether, que na verdade é apenas uma meleca que faz coisas. O pai de Odin uma vez o derrotou e escondeu esse artefato genérico. Milênios se passaram e o malvadão tem outra oportunidade de cumprir seu plano de transformar o tudo em nada.

Não entendi a proposta do vilão… Seu plano não tem lógica nem para ele, tanto que não explica por que prefere a tal da escuridão e o que ele ganha destruindo todo o Universo. Mas todo mundo parece contente com isso e resolve enfrentá-lo, então ok! Acontece que isso só existe por uma coincidência: Jane Foster, a namoradinha do Thor, estava procurando por ele em Londres – através de algum fenômeno gravitacional que acontecia no meio da cidade, mas somente ela foi informada – e sem querer acabou sendo puxada para o tal esconderijo do Aether. Como assim? Ok, aí a tal meleca entrou nela, Thor ficou sabendo (por que o porteiro de Asgard viu), e resolveu protegê-la do vilão, que foi atrás dela. Conveniente, não? O que teria acontecido com a história se um mendigo londrino tivesse achado o Aether? Thor não poderia ter feito nada…

E vamos falar do clímax! Ninguém no planeta inteiro percebe certo evento chamado de Convergência, que alinha todas as dimensões do Universo em uma data específica, somente os amigos cientistas da Jane… E tudo acontece em Londres, para facilitar a mobilidade deles. E, claro, somente eles poderiam impedir tal cataclismo cósmico e derrotar o vilão usando simples tecnologia humana. Tem sentido? Pois não é apenas uma questão narrativa, pois todo o clímax é uma edição de conveniências aleatórias que não são explicadas. Pessoas são teletransportadas entre dimensões e você que se vire para acompanhar! “Thor: O Mundo Sombrio” é duas horas de nonsense entediante. Não fui fã do primeiro “Thor”, pelos mesmos motivos, mas a sequência resolveu piorar o que antes já estava errado. Algo que o filme melhorou foi sua própria produção, que agora tem alguns cenários e efeitos mais interessantes. Fora isso é o mesmo episódio genérico de um seriado medíocre de antes!

A direção é de Alan Taylor, sua estreia no cinema após dirigindo vários seriados (de “Game of Thrones” a “Mad Men”). Seu trabalho é inútil, qualquer um que assistir este ou o Thor anterior vai achar que o diretor é o mesmo. A Marvel não tem dado muita liberdade criativa para seus diretores e isso nem sempre atrapalha nas produções boas, mas em filmes ruins como este aqui se sente a falta ao menos de um pouco de identidade visual!

O elenco é basicamente o mesmo de “Thor”, com Chris Hemsworth, Natalie Portman, Tom Hiddleston, Anthony Hopkins e Kat Dennings; todos se esforçando ao máximo para atuar da mesma forma de antes. Ninguém evoluiu seu personagem numa vírgula, impressionante… A única novidade é Christopher Eccleston como o vilão genérico que eu não consigo nem lembrar o nome.

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