Review: “O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro” de Marc Webb

“O Espetacular Homem-Aranha” foi um eficiente reboot, atrapalhado um tanto por uma história de origem que a gente não precisava assistir novamente, mas ajudado por um elenco bastante promissor. “O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro” é uma significativa melhora em relação ao filme anterior, mesmo que não alcance o auge do primeiro “Homem-Aranha 2” de dez anos atrás.

Peter Parker segue curtindo sua vida como o simpático herói de Nova York, enfrentando bandidos pela cidade enquanto tenta administrar um relacionamento com a inteligente Gwen Stacy. Mas nosso protagonista sofre um pouco de culpa, pois ele prometeu ao pai dela antes deste morrer que não iria colocar sua filha em perigo. Tudo parece normal, até Harry Osborn (ex-amigo de infância) voltar para a cidade exigindo detalhes sobre o Homem-Aranha. E um tal de Electro dar as caras…

A história do filme é simples, mas perde-se com tantos personagens lá pelo meio da narrativa. Não só Peter tem uma relação com Gwen como também com Harry e a tia May. E Harry tem sua própria jornada nas empresas Osborn. Além do vilão principal, Electro, que é introduzido como loser excluído e, portanto, tem sua própria trama. Isso não estraga o filme, mas sem dúvida não ajuda. Os atos são pontuados por suas próprias cenas de ação (todas muito boas), ainda assim o foco da história mesmo está nas inúmeras cenas de diálogos que arrastam um pouco o ritmo.

Portanto, se dá para frustrar-se com um filme do Homem-Aranha tendo como foco maior o namorico de Peter e Gwen, ajuda muito que o casal de personagens é interessante! O diretor Marc Webb (o mesmo do anterior) sabe o que está fazendo no que diz respeito a esses dois. A química dos atores é ótima e você se importa com a relação deles. Tudo isso compensa no clímax, que rende uma reviravolta muito bem executada. Verdade que o filme dá bastantes dicas – a campanha publicitária também – mas o que importa é que no final você vai ficar envolvido com as consequências. E isso é um milagre em blockbusters modernos que tendem a exagerar num final espetacular e pouco envolvente.

Méritos de Andrew Garfield e Emma Stone. O casal funciona muito bem e confirma a intimidade que já haviam demonstrado anteriormente. Garfield é um Peter Parker menos nerd que o de Tobey Maguire, mas seu Homem-Aranha sacana e bem humorado é um acerto. Já Stone é uma graça, né? Puro carisma. O elenco é reforçado por Jamie Foxx como Electro, um vilão bobo e desinteressante; e Dane DeHaan, ótimo como um psicótico Harry Osborn. Sally Field retorna como tia May, que tem ao menos uma cena muito boa que irá lhe levar às lágrimas. Paul Giamatti faz uma ponta como o infantiloide Rino.

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