Os 50 anos de “007 contra Goldfinger”

Parece que foi ontem que a franquia James Bond estava comemorando seu meio século de aventuras cinematográficas, com “007 – Operação Skyfall” fazendo sucesso nas bilheterias (e também nas paradas musicais com a Adele).  Pois dos anos já se passaram e isso significa outro aniversário importante para a série: o do lançamento de “007 contra Goldfinger”, o grande responsável em cementar James Bond como ícone pop.

Lançado no Reino Unido em 18 de Setembro de 1964, o filme foi uma explosão fenomenal. Recordes de bilheteria (ultrapassou “Ben-Hur”!), de vendas de LP ( desbancou “A Hard Day’s Night” dos Beatles!), de brinquedos e tudo mais… Isso em uma época onde o termo blockbuster sequer havia sido inventado! Além de transformar Sean Connery em queridinho da mídia. James Bond nasceu como um herói do cinema de ação, mas naquele ano virou marca valiosíssima.

Talvez seja demais responsabilizar um filme por tudo que é referência na série – sucesso de bilheteria, músicas marcantes, poder de marketing incrível, atores célebres – pois tudo isso também só existe pois a franquia soube se manter relevante. Por 50 anos! Mas  isso começou em 1964. Sem querer desmerecer os dois ótimos filmes anteriores, mas “007 contra Goldfinger” é mais que um clássico: é uma lenda!

Mas o que faz do filme isso tudo? Simples: ele transborda momentos icônicos! E é isso que eu irei mostrar aqui. Cada uma das cenas incríveis que impressionaram 50 anos atrás e hoje são momentos marcantes da história do cinema. Vamos começar pelo começo?

O filme anterior (“Moscou contra 007”) já havia inaugurado a tradição de uma breve cena com James Bond, antes da sequência musical, para colocar o espectador no clima das aventuras do agente secreto. Em menos de cinco minutos e “Goldfinger” já nos presenteia com dois momentos marcantes para os fãs: 007 tirando seu macacão de missão e revelando um impecável smoking por baixo; e a irônica tirada final, “shocking, positively shocking“. Que imediatamente nos leva a:

Além de uma incrível música tema composta por John Barry, perfeitamente cantada por Shirley Bassey, a sequência de créditos segue o estilo do filme anterior (com cenas do filme reproduzidas em corpos femininos), mas há algo além. Talvez seja a mulher pintada de ouro, talvez seja a música que hipnotiza… Sem dúvida um marcante trabalho de Robert Brownjohn, designer responsável por esta icônica montagem.

Nascem duas lendas: o personagem Q, vivido por Desmond Llewelyn até 1999 (seu último filme foi “O Mundo Não é o Bastante”), e o Aston Martin DB5 com modificações. “You must be joking!“. Daí em diante não teve um filme de 007 até a Era Craig sem esse momento de interação entre Bond e Q.

São apenas alguns segundos, mas eis um dos enquadramentos mais famosos do cinema dos anos 60. Uma garota nua pintada de ouro! O momento foi imitado inúmeras vezes e inclusive referenciado em outro filme da série, “Quantum of Solace” de 2008. Bem que a música dizia que Goldfinger tinha o toque de Midas, não?

O momento em que o Aston Martin DB5 tem sua chance de brilhar, com seu escudo protetor traseiro, metralhadoras dianteiras, cortina de fumaça, rastro de óleo e assento ejetor! Em uma incrível cena de perseguição o carro de James Bond teve oportunidade de mostrar todas suas funcionalidades – e empolgar um público de cinema que não estava acostumado a cenas de ação nesse nível. Hoje pode parecer simples, mas na época foi um grande momento.

A mais icônica cena do filme inteiro, parodiada inúmeras vezes – até pelos Simpsons!. Não só um ótimo momento para o vilão Goldfinger (vivido com maestria pelo alemão Gert Fröbe) demonstrar sua força – “No Mr. Bond, I expect you to die!” – mas também uma encantadora cena de suspense. Você sabe que 007 vai escapar dessa, mas como? Simples: blefando!

De uma armadilha com canhão laser para os braços de Pussy Galore. “I must be dreaming!“. Imagine a repercussão que uma garota chamada Pussy provocou em plenos anos 60?! Honor Blackman já era famosa na época pela série de televisão “Os Vingadores”. Mas foi esta personagem que a eternizou com uma das mais marcantes anti-heroínas da série.

O ataque aéreo ao Forte Knox talvez seja um dos mais deliciosamente absurdos momentos da franquia, mas há algo que merece um destaque específico aqui: a trilha sonora de John Barry, talvez seu ápice em todo o filme. Eis uma música capaz de fazer uma edição com cortes de avião e pessoas desmaiando em algo extremamente emocionante. Eis a magia do audiovisual!

Oddjob não emite uma única palavra durante todo o filme, mas se tornou um dos mais marcantes capangas da franquia. Tudo graças a uma presença ameaçadora do atleta Harold Sakata e seu chapéu que não é apenas um chapéu.

Um bom vilão tem que ter uma morte marcante. Goldfinger mereceu ser sugado para fora da janela de seu avião! Absurdo? Sim. Um pouco engraçado? Com certeza. Memorável? Absolutamente!

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