Review: “Sobrenatural: Capítulo 2” de James Wan

O primeiro “Sobrenatural” foi um simples, mas eficaz, conto de terror com bastantes portas se abrindo, fantasmas aparecendo e passeios pelo “outro lado” da vida. Fez sucesso e garantiu uma sequência, como sempre acontece nesses casos. Para a nossa sorte, “Sobrenatural: Capítulo 2” vai um pouco além de repetir mais do mesmo e desenvolve uma mitologia interessante. Se você nunca assistiu ao filme anterior, nem perca seu tempo! O “Capítulo 2” não é apenas um subtítulo, mas um aviso. A história continua exatamente de onde parou.

No primeiro filme vimos um filho de uma família típica preso no “além” por conta de algum espírito que queria se apossar de seu corpo. Seu pai Josh, que já havia passado por situações parecidas na sua infância, foi lá para salvá-lo e conseguiu trazê-lo de volta. Só que as coisas não pararam por aí depois que a família foi para a casa da mãe de Josh, fantasmas voltaram a aparecer e o mistério continuar.

A trama pouco inova em relação ao anterior. Fantasmas funcionam da mesma forma e o único diferencial é que existem mais cenas no “além” do que antes e elas se mesclam melhor com situações do “mundo físico”. Existe um momento que brinca com acontecimentos do filme anterior que é bastante esperto! Mostra que os roteiristas James Wan e Leigh Whannell sabem brincar com as expectativas do público.

Mas fora isso – e uma melhor explicação para o motivo dos fantasmas insistirem nessa família – não vamos tão além assim. Temos uma sequência tão boa quanto o original e com um roteiro melhor amarrado, mas que perde um pouco do fator medo no primeiro ato. Ou seja, “Sobrenatural: Capítulo 2” é uma boa história para quem se interessou em saber mais a respeito dos personagens; mas como filme pouco avança e pode frustrar quem quiser apenas se divertir tomando sustos.

A direção está a cargo do mesmo James Wan do anterior, responsável também por “Jogos Mortais” e “Invocação do Mal”. Wan demonstrar ser um bom diretor do gênero e faz escolhas inteligentes. Nesta casa que é o cenário principal tem uma janela de vidro vermelho cujo único propósito é criar bons enquadramentos. Mesmo que em si não tenho o menor sentido uma casa ter uma única janela vermelha na escada que ilumina sempre na mesma direção independente do horário! É estúpido, mas serve para mostrar uma direção atenta em visuais marcantes.

O elenco é essencialmente o mesmo do anterior. Patrick Wilson tem bons momentos para mostrar que consegue ir além do pai de família bonzinho (papel que ele parece ter ficado preso). Já o resto, que conta com Rose Byrne, Ty Simpkins e Barbara Hershey, pouco inova.

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