Review: “Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros” de Colin Trevorrow

O primeiro Jurassic Park (trazido aqui como “O Parque dos Dinossauros” em 1993) mudou a história do cinema, não só pelo seu impressionante uso de efeitos de CG para criar criaturas impossíveis, mas também pela bela criatividade que só mesmo um Steven Spielberg da vida é capaz de realizar. Suas seqüências não cativaram da mesma forma e se tornaram bastante malfadadas – mas eu defendo “O Mundo Perdido” ainda assim, acho um filme injustiçado – que acabaram colocando a promissora franquia na geladeira desde 2001. O quarto Jurassic Park demorou, mas chegou como “Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros”. Sacaram como a tradução manteve a linha de raciocínio, né?

A história não é muito diferente do primeiro filme, a única diferença é que ao invés de visitarmos um parque em teste, agora o parque está completamente funcional. Claire é a gerente dele e irá em breve lançar um novo dinossauro, o Indominus Rex, um híbrido desenvolvido em laboratório com todos os DNAs mais malvados do planeta. Adivinha o que acontece? A mesma coisa de antes. Cabe ao caubói macho alfa Owen salvar o mundo. Ou ao menos a ilha. Ou, sei lá, no mínimo a mocinha em perigo. Alguém salve as donzelas!!!

A partir daí você sabe o que acontece e “Jurassic World” não se importa em surpreender nem um pouco. Um clichê atrás do outro, inclusive para o padrão jurássico. Algumas referências aos filmes anteriores estão lá e são bem-vindas, mas de uma forma geral é tudo repeteco. Ok, temos um vilão novo no pedaço, mas ele poderia ser um T-Rex ou um Espinossauro e quem se importa? A única diferença é que inventaram um dinossauro malvado, que mata por esporte (ai ai…), portanto ele sai por aí fazendo maldades. Por que ele é mau!

Isso não atrapalha o filme em se desenvolver como belo espetáculo que rende uma boa pipoca. Algumas cenas são tensas, tem senso de perigo e provocam um ou outro bom momento. Já é algo mais do que “Jurassic Park III” jamais tentou. Mas não espere grandes coisas ou surpresas. Apenas uma história idiota de conotação machista, estrelada por dinossauros em boas cenas de ação.

Então… Segura o tcham!

O filme é dirigido por Colin Trevorrow, estreante em blockbusters, mas não é nenhum Steven Spielberg. Ou nem mesmo um Christopher Nolan da vida (que, em situação similar, despontou com “Batman Begins”). Mas filma boas cenas, o que é o suficiente. Dá seus toques criativos aqui ou acolá, mas parece preso a um roteiro infantilóide. Por sorte ele sempre pode contar com dinossauros fazendo dinossaurices. Poucas chances disso dar errado, não é mesmo? O tema composto por John Williams 22 anos atrás também ajuda para elevar qualquer cena que esteja faltando alguma coisa.

O elenco é encabeçado… Bem, por dinossauros. Depois dele temos Bryce Dallas Howard como Claire, aquela que deveria ser a protagonista, até ser salva pelo mocinho Chris Pratt que passa a ser o herói badass fodão maravilhoso. Bryce estava dando conta do recado de potencial heroína, mas o roteiro não consegue não se maravilhar por Pratt (completamente sem carisma em relação com sua performance em “Guardiões da Galáxia”) e ficar exaltando ele como herói. Mas e a mocinha? Ela salva o mocinho também! Ah, dane-se, ela é mulher, viva o macho alfa! Uhhh!!!!

Sério, em que ano estamos? Apostar nisso em um mundo com Furiosa é brabo.

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