Review: “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”, Edição Vampira

“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” chegou aos cinemas com a complicada promessa de contar uma história com duas linhas do tempo paralela, mesclando dois elencos da mesma franquia. Tanto os novos mutantes do reboot iniciado em “X-Men: Primeira Classe” quanto o elenco original da trilogia que terminou em “X-Men: O Confronto Final”. Desse último acabou ficando para trás a personagem Vampira interpretada por Anna Paquin, chave principal do primeiro filme da série lançado exatos 15 anos atrás. Personagem que, inclusive, foi utilizada no material publicitário do filme, mas acabou ficando de fora do lançamento.

Esta chamada Edição Vampira de “Dias de um Futuro Esquecido” é uma espécie de Versão Extendida onde Bryan Singer re-introduz a mutante na história. No corte original ela ficou apenas em um cameo no final, mas aqui ela ganha uma cena de ação inteira ao redor dela. Não é o suficiente para mudar muito o filme, entretanto. O que não é um problema, já que eu achei o lançamento original bastante bom.

Para curiosos, esta nova edição pouco adiciona aos dois primeiros atos do filme. Fora uma breve cena de diálogo em que Bishop (que no corte original é praticamente mudo) expressa uma opinião, o primeiro ato está inalterado. Já na segunda parte temos uma alteração nos rumos da personagem Mística logo após seu confronto com Charles no aeroporto. Daqui ela volta para a mansão, onde tem uma conversa com Fera e depois destrói o Cérebro. Uma adição curiosa, já que não tem repercussão alguma depois. Como a máquina não é mais utilizada por Xavier, que diferença faz a Mística destruí-la aqui? Em seguida ela sai da mansão novamente e o filme volta de onde estava. Sem interferência. Também existe um novo diálogo entre Wolverine e Fera, que é apenas uma realocação de um diálogo anterior (deletado neste novo corte).

É somente no ato final que vemos as novidades centrais. Em determinado momento o Homem de Gelo e Magneto do futuro resolvem sair de sua base na China para resgatar a Vampira na mansão protegida por Sentinelas. É uma cena razoavelmente longa, que culmina com a morte de Bobby (que, portanto, some do novo clímax) e trás uma repercussão interessante. Ao fugir da mansão, o avião dos X-Men é atacada por um Sentinela que deixa um braço preso na nave. Revela-se depois que é este braço que chama o exército para o esconderijo deles, evento que evidentemente ficou de fora no corte de cinema. Não muda muita coisa, pois eu nunca questionei como eles foram encontrados (simplesmente deduzi “eles foram”). Mas é interessante pensar que essa justificativa tem sentido.

Fora isso, o clímax mantém-se igual. Exceto, claro, o fato que Vampira está nele – e não faz nada, fica apenas sentada. Os novos 17 minutos acabam sendo inúteis, no final das contas. O que torna este novo corte uma desnecessidade. Curioso, se você pensar que uma personagem é incluída, junto com uma nova trama que altera certos eventos na história. Mas a base central da trama continua exatamente a mesma, o que significa que os novos minutos serviram apenas para encher linguiça. Como “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” é um bom filme, isso não é um problema. Mas o responsável por cortar essas cenas do cinema fez a decisão correta.

Vai ver por isso que Bryan Singer não chama a Edição Vampira de Versão do Diretor. Nem ele viu necessidade desse corte existir.

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