Review: “Caça-Fantasmas” de Paul Feig

O primeiro “Os Caça-Fantasmas” de 1984 fez um tremendo sucesso com sua mistura de humor e ficção científica, uma receita inusitada que prosperou na inspiração de futuras comédias conceituais que não ficavam presas a apenas contar piadas. Sua sequência não foi muito curtida não e parece que o elenco não se inspirou em voltar mais. A franquia continuou com um desenho animado bastante popular nos anos 90 e até um videogame em 2008 dublado pelos atores originais. Mas “Os Caça-Fantasmas 3” jamais saiu do papel, portanto é chegada a hora de um reboot. Por que Hollywood não pode esperar 30 anos sem fazer nada, né?

E ai de quem reclamar de um reboot ou remake do seu filme favorito! Você não queria um novo Caça-Fantasmas? Aí está! Ah, queria com o Bill Murray de bengalas? Pois é, não dá para se ter tudo. Mas Hollywood ouviu seu choro e deu o seu jeitinho. Na próxima vez não pede mais, let it go.

Após a introdução de uma assombração em uma casa abandonada (que não tem relação nenhuma com a ameaça central, tá lá só para começar o filme mesmo), somos apresentados à cientista Erin Gilbert, que acredita em fantasmas, mas não quer assumir seu passado de investigadora para não perder uma vaga de professora na universidade. Entra em contato com sua amiga de infância, Abby, que lhe apresenta para a engenheira Jilian que monta geringonças estranhas para procurar assombrações. As três resolvem investigar a tal casa abandonada e, por conveniência do roteiro, perdem seus empregos e resolvem se juntar para caçar fantasmas. Fazer o quê, é a crise! Surge então Patty, que viu fantasmas no metrô, procura ajuda e acaba se juntando ao grupo por que sim, não me pergunte, os roteiristas não quiseram contar.

A partir daí é blá blá blá, vamos introduzir as peças chaves clássicas e, opa, uma ameaça para a cidade! A narrativa em si não tem fio de meada. As quatro amigas se juntam por que tem um interesse em comum, mas isso não é desenvolvido e a ameaça à cidade de Nova York poderia ser esse estímulo, mas não é. As Caça-Fantasmas poderiam ser heroínas pela força do desejo, mas acabam sendo por que não tem nada de melhor para fazer.

Claro, durante isso acontecem piadas. E elas são engraçadas. Estamos aqui para isso, não? Se o seu interesse é rir, o filme funciona. Não no mesmo jeito ou forma que o original de 1984 fez, são humores diferentes, cada um na sua. Aqui o humor mantém-se alinhado à filmografia do diretor Paul Feig, responsável pelos divertidíssimos “Missão Madrinha de Casamento”, “As Bem Armadas” e “A Espião Que Sabia de Menos”. Todas comédias estreladas por mulheres, portanto Feig está em sua zona de conforto. A comédia funciona, as atrizes se esforçam, mesmo que o roteiro seja apenas um amontoado de cenas para juntar as caça-fantasmas. E no final tem uma bem feita cena de ação com sua boa dose de mulheres sendo badass. É sempre legal ver mulheres como heroínas de ação, mesmo que Caça-Fantasmas não seja exatamente um filme de ação.

Faça seu chilique à vontade: mulheres são badass sim!

O elenco é encabeçado por Kristen Wiig (“Missão Madrinha de Casamento”) sendo Kristen Wiig. Eu a acho muito simpática, então não reclamo! Melissa McCarthy (indicada ao Oscar por “Missão Madrinha de Casamento”, a eterna Sookie de “Gilmore Girls” em meu coração) sai um pouco do seu estilo de humor mais agressivo e acaba assumindo o papel da “menos engraçadinha” para dar equilíbrio. A belíssima Kate McKinnon exagera na dose de sua engenheira cientista maluca. Ela é carismática, mas erra na mão da estranheza e por vezes parece forçado. Leslie Jones interpreta a única personagem que tem medo de fantasmas e acaba gerando alguns dos momentos que mais genuinamente misturam humor com terror. Algo que ficou faltando nesse filme aqui, em comparação ao original. Chris Hemsworth (o Thor) interpreta o secretário burro. Os atores do elenco original fazem pontas, todas elas completamente desnecessárias e, sim, temos um Bill Murray de bengalas e sua cena não é nem um pouco divertida.

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2 respostas para Review: “Caça-Fantasmas” de Paul Feig

  1. Me pareceu uma comediazinha estilo sessão da tarde, vale o investimento para assistir na telona? XoXo

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    • É bem Sessão da Tarde mesmo. Mas acho que vale sim, o final tem bastante ação e o filme é divertido, no final das contas é isso que vale o ingresso. Achei o 3D bem legal, inclusive!

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