Review: “Invocação do Mal 2” de James Wan

Filmes de terror de um péssimo histórico em produzir sequências eficazes. Mesmo que certas franquias como Sexta-Feira 13 ou Halloween tenham dado um jeitinho de serem produzidas infinitamente, parece que nunca conseguem fazer um filme melhor que o original que inspirou tamanho carinho. Isso quando não vamos até fracassos completos como “O Exorcista II”. Parece que se uma história consegue assustar uma vez, seus produtores não arranjam um jeito de assustar novamente. Seja por que inventam demais (como “O Massacre da Serra Elétrica 2”) ou por perderem completamente o foco do que fez o primeiro dar certo (como “O Chamado 2”). A lista é longa de sequências que simplesmente naufragaram no potencial da produção anterior. Lutando contra essa rotina chega “Invocação do Mal 2”.

A história é sequência direta dos eventos do primeiro filme, ao narrar como o casal Ed e Lorraine Warren continuaram ajudando famílias supostamente ameaçadas por forças sobrenaturais. Após uma introdução que brevemente relata o famoso incidente em Amityville, eles seguem para Londres para investigar o igualmente conhecido caso do poltergeist de Enfield.

Muito do que foi utilizado no filme original se repete aqui. Longos cortes, enquadramentos precisos que criam suspense para alguma parte específica do cenário, barulhos que criam uma boa percepção de movimento. O mesmo diretor do original, James Wan, voltou para tentar fazer mais do mesmo, o que não é ruim. Se “Invocação do Mal 2” não inova, o primeiro também não inovava, mas isso não os impede de ser um belo exercício de terror. Wan sabe o que está fazendo e visivelmente adora o que faz. Brinca com o público, com as expectativas do próximo susto. Às vezes atende, às vezes surpreende, mas seu mise-èn-scene por vezes chega ao brilhantismo, como na assustadora cena de Lorraine olhando para um quadro no escritório.

Se “Invocação do Mal 2” não vai ganhar prêmios por ser original, merece aplausos por simplesmente ser bom. E, melhor de tudo, conseguir o mesmo efeito do filme anterior, sem ficar tremendamente repetitivo. Lá pelo segundo ato a narrativa dá uma desacelerada e, convenhamos, um filme de terror com mais de duas horas de projeção tem a tendência a cansar mesmo. Mas o resultado final é satisfatório e certamente vai divertir quem adora ficar com medo.

Patrick Wilson e Vera Farmiga voltam como protagonistas da história anterior. O novo elenco conta com Frances O’Connor, Madison Wolfe (muito boa), Simon McBurney e Franka Potente num papel “conheço essa mulher de algum lugar; Meu Deus é a Franka Potente!!”

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