Review: “Mogli: O Menino Lobo” de Jon Favreau

Depois de reinterpretar “Alice no País das Maravilhas” e “A Bela Adormecida”, a Disney resolveu seguir na linha de remakes diretos de seus clássicos de animação. Primeiro foi “Cinderela” e agora segue com “Mogli: O Menino Lobo”, provavelmente o último da lista de desenhos da produtora o que você queria ver em live action. Mas a máquina não pode parar e cá estamos em uma versão bastante realista da adaptação de “O Livro da Selva”, uma coletânea de contos escrita por Rudyard Kipling em 1893 amarradas pelo ponto em comum de serem protagonizadas por um menino criado na floresta. E só isso.

Esta nova versão conta a história de Mogli, um menino que foi encontrado na floresta por uma pantera e foi criado por lobos (??) enquanto a pantera treinava ele para ser lobo (??????). Em determinado momento, um tigre rancoroso ameaça matar Mogli por que ele está a fim – o filme estabelece uma razão, mas convenhamos, é só por que ele quer mesmo; esse tigre é psicopata! O garoto então foge com a pantera, se perde da pantera, encontra uma cobra, depois um urso, aí reencontra a pantera, depois um orangotango, aí volta para o tigre. Errr… Resumo, o menino anda pela selva e interage com bichos.

E só isso. “Mogli: O Menino Lobo” até finge ter um enredo, mas, se você reparar, não tem não. Parece seguir a linha de “Mad Max: Estrada da Fúria”, sobre personagens que seguem do ponto A ao ponto B, aí ao chegar no ponto B resolve voltar para o ponto A. E no meio dessa jornada, ação acontece. A diferença é que, em “Mad Max”, essa trama linear era amarrada por personagens com arcos. Em “Mogli” basicamente temos um protagonista que interage com personagens que não tem relação nenhum com o conflito central que envolve o vilão tigre. E no final todo mundo se une no clímax.

E, assim como no previamente citado já-é-clássico de 2015, a trama simplista é apenas um argumento para muita ação. E acredite, este filme de animais falantes tem muita ação! Além de um visual espetacular, muito bem desenhado por uma equipe de animadores digitais que criou animações revolucionárias para os animais da selva. A fotografia e muitos dos enquadramentos merecem aplausos também. O diretor Jon Favreau (do dois primeiros Homem de Ferro) nunca demonstrou ser um criador visual, mas aqui ele realmente caprichou. Gostei muito da sequência da cobra, que não tem propósito algum na narrativa, mas ao menos tem um belo estilo ao interpretar um incêndio. Destaque também para a trilha sonora de John Debney, bastante clichê para o gênero, mas tremendamente funcional. Duas citações a músicas da animação original também aparecem aqui, se é que você lembra de alguma música daquela chatice.

De qualquer forma, o filme merece tremendos elogios por sua produção. E também pelo protagonista Neel Sethi, uma descoberta, uma criança extremamente carismática e que não tem aquele jeitão de “ator infantil”. Sua presença é muito natural perante as câmeras e ele atua muito bem com todo aquele chroma key. O resto do elenco estrelado inclui Ben Kingsley, Bill Murray, Idris Elba, Scarlett Johansson, Lupita Nyong’o, Christopher Walken e Giancarlo Esposito. Cada um interpretando a si mesmo como animais da selva. Sim, conseguiram inventar um urso selvagem que fala igualzinho ao Bill Murray. Incrível a preguiça…

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