Review ¨Star Trek: Sem Fronteiras¨de Justin Lin

Décimo terceiro filme da franquia Jornada nas Estrelas, que comemora o aniversário de cinquenta anos da série que nasceu em 1966 como um seriado de televisão, ¨Star Trek: Sem Fronteiras¨parece estar menos interessado em a marca e mais em atender uma meta para os fãs. Isso funciona contra e a seu favor. Funciona positivamente pois não fica preso nas homenagens gratuitas. Funciona negativamente pois o seu ar de ¨apenas um episódio novo não trás absolutamente nada de novo para a série.

O filme continua a linha do reboot de 2009 dirigido por J. J. Abrams que foi muito bem sucedido em introduzir a saga a um público novo. Entretanto, apesar da continuidade, ¨Sem Fronteiras¨não tem nenhuma ligação (fora o elenco) com os filmes anteriores. A historia começa com a equipe da Enterprise embarcando em uma nova missão por conta de um chamado de resgate. Ao chegar no local, são confrontados com um novo vilão que os ataca como parte de um plano para destruir a Federação – que novidade! Quando a nave é completamente destruida, a equipe se encontra perdida em um planeta distante. Juntos devem se unir para enfrentar o vilão, voltar para casa e tirar férias.

A narrativa termina do ponto onde parou. Os personagens tem arcos simplórios, daqueles que podem ser cumpridos em um episodio de televisão mesmo. A historia não introduz nada de novo, nenhuma reviravolta marcante e nenhum elemento inédito. Fora uma ótima  personagem nova, Jaylah, é tudo o mais lugar comum possível. Para quem apenas quer um novo episodio a sua serie favorita, talvez isso seja o suficiente. Quem não tem lá muita afinidade com a saga pode acabar ficando completamente complacente perante tudo.

A favor de ¨Sem Fronteiras¨, a direção de Justin Lin (que dirigiu trocentos Velozes & Furiosos) tem gás. O filme é ágil, divertido, tem um ritmo empolgante e não perde o gás. Mesmo que você não goste da franquia, nem mesmo das versões modernas do ¨Universo Abrams¨, provavelmente irá encontrar diversão fácil aqui. Como um episodio da Sessão da Tarde, o filme funciona. Como o enésimo lançamento de uma antiga série, ¨Sem Fronteiras¨pode até não dar sinal de cansaço. Mas também não mostra indicios de pretensões para seguir em frente. É apenas um mais do mesmo. Eficaz, de qualquer forma. Comparemos com ¨007 – Operação Skyfall¨ (que também celebrou o aniversário de 50 anos de sua franquia), que soube arriscar novidades ao mesmo tempo que apostava no saudosismo. E deu muitíssimo certo!

O elenco é encabeçado por Chris Pine como Capitão Kirk, sem nada para fazer, e Zachary Pinto como Spock, também sem ter oportunidade de arriscar nada. Zoe Saldana, Simon Pegg (que também assina o roteiro), Anton Yelchin e Karl Urban repetem seus papéis com a mesma eficiente e carisma de antes. O vilão da semana é Idris Elba, que só funciona lá para o final mesmo. Se sai melhor a heroína Jaylah, vivida por Sofia Boutella (de ¨Kingsman: Serviço Secreto¨), uma personagem legal e interessante.

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