Review: “Star Fox Zero” para Wii U

Uma das mais nostálgicas franquias da Nintendo, a série Star Fox meio que parou no tempo. Em que outra época um videogame sobre um grupo de animais pilotos de caças espaciais poderia existir que não fosse nos anos 90? Pois “Star Fox” do Super Nintendo, lançado em 1993, impressionou com seus gráficos em 3D. E o “Star Fox 64” lançado quatro anos depois aperfeiçoou o estilo. Mas quando entrou no novo milênio, a franquia não soube andar para frente. “Star Fox Adventures”, “Assault” e “Command” sempre tentaram ideias diferentes para emplacar. Mas a verdade é que Fox e sua turma caíram no ostracismo e só conseguiram se manter minimamente relevantes através de suas aparições nos jogos Super Smash Bros.

“Star Fox Zero” é uma tentativa da Nintendo de jogar a série de novo ao estrelato. Lançado para o Wii U, é o primeiro jogo em dez anos (sem contar o remake “Star Fox 64 3D” para o 3DS) e tentar voltar às origens com fases simples focadas no tiroteio de naves. Mas tem um porém: o jogo faz questão que você use a tela do GamePad como manipulação do canhão tiro. Isso significa que irá navegar a nave pela televisão, mas a mira que você usa para atirar nas naves inimigas é feita olhando para o controle. O resultado funciona melhor do que deveria funcionar, mas ainda assim não ajuda o jogo.

O que se torna o problema central de “Star Fox Zero”. O jogo é simples e, se você já jogou algum jogo da série, já jogou todos. As fases são similares e até os planetas pouco mudam. Já está na hora do Star Fox sair um pouco do sistema Lylat, não? A história começa com Corneria sendo invadida pelo exército do cientista Andross e, a partir daí, você vai pulando de planeta em planeta, passando por algumas estações ou conflitos espaciais ou cordilheira de meteoros, até chegar em Venom e enfrentar o vilão que – como sempre foi – é uma cabeça gigante voadora. “Star Fox Zero” não faz absolutamente nada de novo para a franquia.

Fora, claro, os controles. Que não funcionam tão bem quanto deveriam. E aí está um problema: se a jogabilidade com a tela do GamePad não é tão funcional quando o tradicional joystick que a gente usa desde o Super Nintendo, para quê está lá? Fora a gratuidade de inovar, claro. Apesar de não atrapalhar ou tornar o jogo “injogável”, se isso existisse, é simplesmente um contratempo desnecessário. E que torna algumas fases bem mais frustrantes, já que você tem que ficar desviando de inúmeros inimigos enquanto tenta mirar neles. Ao mesmo tempo!

Graficamente o jogo é simples demais para ter graça. Mas o visual é limpo. “Star Fox Zero” funcionaria como um remake HD de “Star Fox 64”, fosse o caso. Como jogo inédito lançado em pleno 2016, é bem sem graça. Faria muita diferença se a Platinum Games (responsável pela campanha central) tivesse criado alguns cenários incríveis ou inovadores. Como apenas repete aquilo tudo que a gente já viu desde os anos 90, não tem graça alguma.

Fãs saudosistas da franquia talvez se divirtam temporariamente. O jogo tem poucas fases, mas existem muitas medalhas para conquistar caso você esteja a fim de procurá-las. E alguns objetivos secretos também, o que é interessante. Mas quem nunca viu graça na série ou sequer a conhece, dificilmente irá ser conquistado por “Star Fox Zero”. Talvez seja hora de aposentar essa equipe de vez. Ou dos fãs seguirem em frente. Se tem algo que esse reboot parece reforçar é que, realmente, um grupo de animais pilotos de caças espaciais só consegue existir nos anos 90 mesmo.

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