Review: “Kong: A Ilha da Caveira” de Jordan Vogt-Roberts

O monstro mais famoso do cinema pode ser Godzilla, mas tem um tal King Kong aí que foi uma tremenda influência no cinema lá para idos de 1933.  O “King Kong” original se tornou mítico com sua inovadora forma de usar efeitos especiais em uma época onde o cinema não tinha a a menor facilidade com isso. Deu certo e inspirou muito cineastas do futuro, como o Peter Jackson que o refilmou em 2005 com uma versão bastante romantizada. Agora o gorila gigante está de volta e dessa vez ele quer voltar a ser rei.

“A Ilha da Caveira” começa em 1973, com o fim da Guerra do Vietnã e um cientista da empresa Monarch consegue financiamento do governo para investigar uma ilha perdida no meio do Oceano Pacífico. Junto com ele vai um comandante frustrado com a derrota dos EUA, um mercenário britânico que provavelmente estava entediado na Tailândia e uma fotógrafa de guerra que… Foi… Em busca… De… Bem, não tenho a menor ideia do por que ela se meteu nisso e o filme não faz questão de explicar não. Eles chegam na tal ilha e logo são recebidos por um gorila do tamanho de um prédio. Assim mesmo, direto. Estavam esperando o quê? Mistério?

Isso marca tanto um ponto forte como fraco para essa nova visão do King Kong. Ok, a gente já sabe como ele é, não precisa fazer segredo, já o assistimos inúmeras vezes ao longo de mais de 80 anos. Mas sua introdução é tão casual que chega a ser frustrante! Compare com a gloriosa introdução do Godzilla no filme de 2014 (que se passa no mesmo universo deste aqui, vide a referência a empresa Monarch), que trata o rei como… Rei! Já o King Kong daqui, que sequer tem rei no nome, por qualquer motivo estranho da equipe de marketing, chega em uma cena de ação bastante convencional e pouco criativa. Outros monstros da ilha se revelam de maneira muito mais marcante, como a aranha do bambuzal ou os pássaros que formam uma árvore inteira.

Novamente, para quem estava esperando um filme sobre um gorila gigante provocando destruições, é exatamente isso que o diretor Jordan Vogt-Roberts (de “Os Reis do Verão”) entrega sem pudores. Mas faltou um pouco mais de apelo visual, principalmente em relação ao “Godzilla” que foi muito bem orquestrado dessa forma. O clímax mais do que compensa, com uma eletrizante batalha final entre Kong e um MUTO. Absurda e divertida. Mas até nisso “Godzilla” já fez melhor antes, portanto ficou faltando em “A Ilha da Caveira” arriscar um pouco mais. Simplesmente colocar a história associada ao Vietnã por motivo algum não cola.

O elenco é liderado por Tom Hiddleston, o Loki se esforçando ao máximo em se esforçar o mínimo. O ator geralmente tem carisma em papéis mais coloridos. Mas num soldado desinteressado ele passa batido… Ao seu lado temos Brie Larson (“O Quarto de Jack”) como mocinha que não vira interesse romântico do gorila, para variar um pouco. Larson está bem mais no clima absurdo da situação toda do que Hiddleston, pelo menos… John Goodman e Samuel L. Jackson fazem mais do mesmo.  John C. Reilly é um ótimo coadjuvante que acaba ganhando uma curiosa importância na cena final. Assim… O filme era para ser sobre um gorila gigante ou sobre ele?  Toby Kebell, Thomas Mann e Richard Jenkins completam o variado e competente elenco.

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