Review: “Missão: Impossível – Efeito Fallout” de Christopher McQuarrie

E seguimos com esta nossa tradição cinematográfica ocidental: assistir Tom Cruise fazendo malabarismos. Se o último grande astro de ação não acerta sempre, ao menos como Ethan Hunt ele vem sendo tremendamente consistente. E já se passaram 23 anos! Sempre me espanta lembrar que quando ele estreou no papel, Pierce Brosnan fazia o mesmo como James Bond. E cá estamos, com Daniel Craig em fim de carreira, mas Cruise segue firme e forte. “Missão: Impossível – Efeito Fallout” não inventa nada, apenas repete as regras impostas pela eterna permanência de sua estrela:  Tom Cruise fazendo tomcruisismos.

Lá vai ele de novo…

Algumas bombas atômicas foram sequestradas e a equipe de Ethan Hunt é requisitada para recuperá-las. Não dá certo, a CIA se mete e coloca um de seus agentes para ajudá-lo. O novo plano: ajudar uma negociante de armas a fazer a troca. “Efeito Fallout” é o primeiro filme da série que repete vilão. O sem graça Solomon Lane, de “Nação Secreta“, volta como peça fundamental no resgate dessas bombas. E ele quer se vingar de Hunt, claro… Não ajuda que eles também tem que se preocupar com outro vilão, cuja identidade eles desconhecem.

“Efeito Fallout” tem uma história simples, mas movimentada por algumas boas reviravoltas. É um pouco mais ousado que “Nação Secreta” e consegue surpreender mais. Sim, a gente sempre sabe que os mocinhos vão vencer no final, mas um roteiro bem estruturado e uma edição caprichada conseguem lhe deixar na ponta da cadeira ainda assim. E aqui temos isso de sobra. As cenas de ação são boas, as reviravoltas competentes, os mistérios bem revelados. Não é nenhuma obra-prima, mas é um filme de ação divertido e criativo. Meu favorito da série junto com “Protocolo Fantasma“. Nada mal para um sexto episódio.

A direção de Christopher McQuarrrie, retornando de “Nação Secreta”, é muito boa e um salto a mais do seu Missão: Impossível anterior. Ele continua caprichando nas cenas de ação; destaque para a sequência em Paris, com duas perseguições de moto seguidas que conseguem ser diferentes ainda assim – na primeira o ritmo é pontuado pela ensurdecedora trilha sonora, mas a seguinte por um bom uso dos efeitos sonoros dos veículos. Não é todo diretor que se dá a esse trabalho em não se repetir em vinte minutos! Ele também capricha em algumas belíssimas tomadas aéreas em Londres e no empolgante clímax envolvendo uma perseguição de helicópteros. Caprichou!

O elenco é liderado por Cruise e a partir daí eu não preciso dizer mais nada por que você já sabe o que ele faz tão bem: correr e pular com a agilidade do Super Mario! Ajudando ele temos um Henry Cavill significativamente mais carismático que como Superman. Simon Pegg, Ving Rhames, a magnífica Rebecca Ferguson e Alec Baldwin voltam do filme anterior. Fora Cavill, as única novidades são participações breves de Angela Basset (“Pantera Negra”) e Vanessa Kirby (“The Crown”, uma ótima vulnerável sociopata). Apesar de repetir tanto da equipe de “Nação Secreta”, “Efeito Fallout” consegue ser algo próprio.

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