Review: “Vingadores: Ultimato” de Anthony Russo e Joe Russo

Em minha análise de “Vingadores: Guerra Infinita”, mencionei o quanto achei aquele filme um desperdício de heróis, trama e clímax. Uma grande baboseira formada para criar espetáculo na reviravolta que me frustrou mais do que me surpreendeu, por que eu sabia muito bem que aquilo tudo seria para nada. E eis que estamos em sua sequência, “Vingadores: Ultimato” e fica aí o óbvio: o episódio anterior não prestou para nada mesmo. Mas ao menos esse aqui é divertido, então conta para alguma coisa? E sim, entrarei em spoilers de “Guerra Infinita” nesta resenha, pois não tem como discutir a história daqui sem entregar a de lá. Entretanto, prometo não entregar muito sobre “Ultimato”.

“Ultimato” começa alguns dias após “Guerra Infinita” terminar com metade de todos os seres vivos do Universo terem sido exterminados por Thanos. Sim, isso inclui animais também, caso você esteja na dúvida! Entretanto, para os humanos da Terra (e alguns alienígenas do espaço), resta seguir em frente. Mas não os Vingadores, que recebem a ajuda da deus ex machina que atende pelo nome de Capitã Marvel e se reúnem para se vingar de Thanos! Mas com um detalhe: eles querem usar as pedras do infinito para desfazer a lambança do vilão. E isso será um pouco mais complicado do que simplesmente sair voando pelo espaço com a nova heroína do pedaço.

“Ultimato” acerta onde foram os principais problemas de “Guerra Infinita”. Primeiro que a história é mais coesa, mesmo envolvendo muitos personagens, não parece que a narrativa fica pulando de um para o outro sem estrutura alguma. Mesmo no segundo ato, a parte mais divertida do filme em si, quando três aventuras paralelas ocorrem, é tudo estruturado de uma maneira muito mais sensata. E, claro, o empolgante clímax trás alguma conclusão para a jornada de (ao menos alguns) de nossos heróis. Além de apontar certos caminhos que outros irão seguir em suas próximas aventuras. Não, não caia na publicidade disfarçada de análise crítica de “a conclusão do Universo Marvel” blá blá blá… “Ultimato” amarra as pontas de “Ultimato” e só. As aventuras de todo mundo seguem em frente.

De qualquer forma, a jornada funciona. E o já citado segundo ato será um deleite para os fãs da Marvel que acompanham seus filmes desde o começo. São momentos muito criativos que trazem o real potencial de se unir tantos personagens legais. E o clímax também tem lá seus empolgantes eventos, uma pena que os diretores Anthony e Joe Russo tenham tanta preguiça de dirigi-los. Eles são profissionais competentes, mas aqui não se esforçaram nada. Uso de exemplo um momento especial ao final do filme, em que algumas heroínas se unem. A ideia do momento é vender um quê de girl power, algo sem dúvida maneiríssimo, mesmo que no contexto seja forçado. Pois é só isso que acontece: um momento, não uma cena! As heroínas aparecem, soltam uma frase de efeito, algumas fazem alguma coisa e pronto. Não existe ápice na trilha ou um enquadramento legal para enfatizar o que está acontecendo. Pensei na introdução da Mulher Maravilha no fraquíssimo “Batman vs Superman” como algo que poderia ter sido feito. Mas “Ultimato” foi feito no modo automático.

Para a nossa sorte, até que isso bastou por que a história é bem divertida. O que de qualquer forma acaba culminando em diminuir ainda mais os efeitos de “Guerra Infinita”. Pois nada que acontece aqui deve a nada que aconteceu lá! Ok, a trama “começa a partir” de eventos anteriores. Mas o roteiro poderia ter sido construído de qualquer forma. “Ultimato” não funciona por que conclui o arco dos nossos heróis favoritos sobrevivendo a um cataclismo. Funciona por que coloca nossos heróis para tomarem decisões neste filme que influenciam a narrativa da história aqui narrada. E a conclusão dada é satisfatória dado ao que foi estabelecido.

O elenco trás de volta todo mundo que não virou poeira: Robert Downey Jr. como Homem de Ferro e Chris Evans como Capitão América são os que mais tem oportunidade de fazer algo com seus personagens, concluindo ideias bem estabelecidas para ambos lá no segundo ato, durante uma missão e uma base do exército. Acho que é a primeira vez que deram algo para eles atuarem de verdade e realmente a emoção de suas jornadas se torna muito satisfatória. Chris Hemsworth vira um Thor alívio cômico, Mark Ruffalo é um Hulk que não desvira Hulk (por que no anterior ele não conseguia virar, hein, ha… ha… ha…….), Scarlett Johansson volta como Viúva Negra, assim como Josh Brolin como Thanos. Outras participações menores, mas o destaque fica para Karen Gillan como Nebula. Brie Larson também aparece como Capitã Marvel, sem necessariamente justificar a importância de sua cena pós-crédito em “Guerra Infinita”, mas ao menos ela explode algumas coisas. Outros atores que apareceram em filmes anteriores do Universo Marvel também dão as caras, mas vou deixar em segredo para manter a surpresa de como o roteiro faz uso deles.

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