Review: “Cats” de Tom Hooper

Difícil falar de “Cats” por que, apesar de ser um filme no sentido tradicional em que tem imagens e elas se movimentam na tua frente, é meio que uma coisa que não parece muito bem um filme. Até por que eu nem sei dizer o que é, só que é alguma coisa, por que existe. Inspirado no musical de Andrew Lloyd Webber, autor do famoso “O Fantasma da Ópera”, por sua vez inspirado numa série de contas de T.S. Eliot, um poeta norte-americano, “Cats” é sobre gatos. Aparentemente. Não tenho certeza. Não estou sendo irônico. Não tenho certeza se entendi se “Cats” é sobre gatos.

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Review: “Jojo Rabbit” de Taika Waititi

As pessoas não tem tendência em achar nazismo uma coisa muito engraçada, até por que ele não é, mas isso não impediu o cinema de fazer humor a respeito – de preferência às custas da ideologia. Pois se fascismo não é algo para se rir (apesar do presidente do Brasil parecer um palhaço de tão estupido), existe algo mais ofensivo para figuras notoriamente egocêntricas como Hitler e Mussolini do que zoa-los? É ver os chiliques que Donald Trump faz com as piadas do “Saturday Night Live”.  E foi algo que Charles Chaplin percebeu muito bem em seu clássico “O Grande Ditador” em 1940 e até o igualmente lendário Mel Brooks fez piada em “Os Produtores” de 1967 com isso. E agora que o fascismo voltou a seduzir milhões com seu capricho pelo ódio, nada mais apropriado do que uma nova sátira a respeito, não?

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Review: “Entre Facas e Segredos” de Rian Johnson

Filmes de assassino misterioso não são tão comuns quanto poderiam ser. Apesar da literatura ter produzido inúmeros clássicos, encabeçados por autores lendários como Arthur Conan Doyle e Agatha Christie, o cinema ficou para trás. Fora as adaptações de livros famosos, filmes raramente abordam esse estilo. “Entre Facas e Segredos” é uma obra original, ou seja, um mistério novinho e folha para fãs do gênero apreciarem. Com um detalhe: tem algo a falar sobre o atual momento social.

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Review: “Star Wars – Episódio IX: A Ascenção Skywalker” de J.J. Abrams

Ok, isso vai dar trabalho. Não bastasse “A Ascensão Skywalker” ser a conclusão de uma trilogia, que é a conclusão de uma trilogia de trilogias, ainda teve que ser sequência de “Os Últimos Jedi”. Oh não! Pois já tivemos muitos filmes Star Wars por aí, e alguns bastante menosprezados, mas nenhum discutido no nível que o “Episódio VIII” foi. Talvez alguns tenham mais facilidade de serem chamados de pior, como “Episódio I” que virou pária cultural eterna, mas ao menos esse será apenas lembrado como uma decepção muito grande ou algo muito ruim. “Os Últimos Jedi” foi divisivo! Teve quem amou, teve quem odiou! Eu deixei bem clara minha opinião na minha resenha original e ainda acho que muito do que disse dois anos atrás tá valendo. Mas aí sobra para “A Ascensão Skywalker” tentar agradar a esse pessoal todo que amou e odiou o mesmo filme tudo junto.

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Review: “Parasita” de Joon-ho Bong

Cinema como metáfora não é nenhuma novidade nem nunca vai ser. Mas sempre é interessante ver roteiristas ou diretores que tentam sair um pouco da narrativa convencional para contar uma história não sobre pessoas e eventos, mas o que eles significam. Tudo tem impacto maior quando o roteiro consegue surpreender e levar o espectador e sentir emoções que ele não esperava. Em suma, tudo aquilo que o Martin Scorsese adora e não consegue encontrar nos parques de diversão da Marvel. E, se procurar em “Parasita”, acho que irá se encantar.

Quer dizer, sei lá, quem sou eu para inventar de deduzir o que o Scorsese acha das coisas…

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Review: “Coringa” de Todd Phillips

O arqui-inimigo do Batman sempre teve vida própria. Surgiu um ano depois que seu herói, em 1940, e já foi interpretado inúmeras vezes em quadrinhos, cinema e videogames. A icônica interpretação de Heath Ledger em “O Cavaleiro das Trevas” em 2008 pode ter mudado o mundo, mas Jack Nicholson e Jared Leto já fizeram suas tentativas bem diferentes também. Sem nunca esquecer o inesquecível trabalho de Mark Hamill no desenho animado dos anos 90 e revisitado na trilogia Arkham dos videogames. E isso tudo, claro, ignorando completamente as incontáveis reimaginações que o palhaço do crime teve nos quadrinhos em si, sendo desde vilão bonachão até lunático do caos. E agora ele recebe um filme todinho para chamar de seu.

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Review: “The Legend of Zelda: Link’s Awakening” para Switch

Lançado no longínquo ano de 1993, quando “I Will Always Love You” começava o seu domínio nas rádios (e acho que nunca mais saiu), “The Legend of Zelda: Link’s Awakening” foi um marco importante para o Game Boy. Mostrou que o primeiro portátil da Nintendo, ainda em seu formato preto-e-branco, era capaz de lançar jogos com jogabilidade similar aos clássicos do NES e Super Nintendo. Claro, ninguém iria comparar diretamente “Link’s Awakening” com seu antecessor, o arrebatador “A Link to the Past” lançado dois anos antes. Mas o pequeno notável fez milagre e ganhou fãs. Recebeu uma versão colorida que melhorava muito a experiência (e pode ser baixado no Virtual Console do 3DS hoje em dia) e ficou ainda mais popular.

Agora estamos em 2019 e o mundo mudou muito. Vai lá, conta para o você de 1993 que fascismo iria voltar a se tornar popular – se você assistiu ao lançamento original de “A Lista de Schindler” naquele ano, dificilmente iria acreditar. Mas cá estamos! Para celebrar as mudanças, a Nintendo resolveu não mudar e fazer um remake do clássico de Game Boy, com novos gráficos e basicamente nada mais. E funciona.

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Review: “Midsommar: O Mal Não Espera a Noite” de Ari Aster

O diretor do maravilhoso “Hereditário” novamente coloca o psicológico no horror psicológico em um filme que lembra que as coisas mais assustadoras que existem não são possessões demoníacas, assassinos de motosserra ou palhaços alienígenas, mas nosso comportamento. Em “Midsommar: O Mal Não Espera a Noite” (que subtítulo é esse Brasil?!) a narrativa pode até falar sobre uma seita pagã perdida nas florestas da Suécia. Mas, acima de tudo, é uma história sobre relacionamentos abusivos e os horrores que cometemos para sobreviver a eles.

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