Review: “Star Wars – Episódio IX: A Ascenção Skywalker” de J.J. Abrams

Ok, isso vai dar trabalho. Não bastasse “A Ascensão Skywalker” ser a conclusão de uma trilogia, que é a conclusão de uma trilogia de trilogias, ainda teve que ser sequência de “Os Últimos Jedi”. Oh não! Pois já tivemos muitos filmes Star Wars por aí, e alguns bastante menosprezados, mas nenhum discutido no nível que o “Episódio VIII” foi. Talvez alguns tenham mais facilidade de serem chamados de pior, como “Episódio I” que virou pária cultural eterna, mas ao menos esse será apenas lembrado como uma decepção muito grande ou algo muito ruim. “Os Últimos Jedi” foi divisivo! Teve quem amou, teve quem odiou! Eu deixei bem clara minha opinião na minha resenha original e ainda acho que muito do que disse dois anos atrás tá valendo. Mas aí sobra para “A Ascensão Skywalker” tentar agradar a esse pessoal todo que amou e odiou o mesmo filme tudo junto.

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Review: “Parasita” de Joon-ho Bong

Cinema como metáfora não é nenhuma novidade nem nunca vai ser. Mas sempre é interessante ver roteiristas ou diretores que tentam sair um pouco da narrativa convencional para contar uma história não sobre pessoas e eventos, mas o que eles significam. Tudo tem impacto maior quando o roteiro consegue surpreender e levar o espectador e sentir emoções que ele não esperava. Em suma, tudo aquilo que o Martin Scorsese adora e não consegue encontrar nos parques de diversão da Marvel. E, se procurar em “Parasita”, acho que irá se encantar.

Quer dizer, sei lá, quem sou eu para inventar de deduzir o que o Scorsese acha das coisas…

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Review: “Coringa” de Todd Phillips

O arqui-inimigo do Batman sempre teve vida própria. Surgiu um ano depois que seu herói, em 1940, e já foi interpretado inúmeras vezes em quadrinhos, cinema e videogames. A icônica interpretação de Heath Ledger em “O Cavaleiro das Trevas” em 2008 pode ter mudado o mundo, mas Jack Nicholson e Jared Leto já fizeram suas tentativas bem diferentes também. Sem nunca esquecer o inesquecível trabalho de Mark Hamill no desenho animado dos anos 90 e revisitado na trilogia Arkham dos videogames. E isso tudo, claro, ignorando completamente as incontáveis reimaginações que o palhaço do crime teve nos quadrinhos em si, sendo desde vilão bonachão até lunático do caos. E agora ele recebe um filme todinho para chamar de seu.

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Review: “The Legend of Zelda: Link’s Awakening” para Switch

Lançado no longínquo ano de 1993, quando “I Will Always Love You” começava o seu domínio nas rádios (e acho que nunca mais saiu), “The Legend of Zelda: Link’s Awakening” foi um marco importante para o Game Boy. Mostrou que o primeiro portátil da Nintendo, ainda em seu formato preto-e-branco, era capaz de lançar jogos com jogabilidade similar aos clássicos do NES e Super Nintendo. Claro, ninguém iria comparar diretamente “Link’s Awakening” com seu antecessor, o arrebatador “A Link to the Past” lançado dois anos antes. Mas o pequeno notável fez milagre e ganhou fãs. Recebeu uma versão colorida que melhorava muito a experiência (e pode ser baixado no Virtual Console do 3DS hoje em dia) e ficou ainda mais popular.

Agora estamos em 2019 e o mundo mudou muito. Vai lá, conta para o você de 1993 que fascismo iria voltar a se tornar popular – se você assistiu ao lançamento original de “A Lista de Schindler” naquele ano, dificilmente iria acreditar. Mas cá estamos! Para celebrar as mudanças, a Nintendo resolveu não mudar e fazer um remake do clássico de Game Boy, com novos gráficos e basicamente nada mais. E funciona.

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Review: “Midsommar: O Mal Não Espera a Noite” de Ari Aster

O diretor do maravilhoso “Hereditário” novamente coloca o psicológico no horror psicológico em um filme que lembra que as coisas mais assustadoras que existem não são possessões demoníacas, assassinos de motosserra ou palhaços alienígenas, mas nosso comportamento. Em “Midsommar: O Mal Não Espera a Noite” (que subtítulo é esse Brasil?!) a narrativa pode até falar sobre uma seita pagã perdida nas florestas da Suécia. Mas, acima de tudo, é uma história sobre relacionamentos abusivos e os horrores que cometemos para sobreviver a eles.

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Review: “Paradise Hills” de Alice Waddington

Parece que “The Handmaid’s Tale” acordou na arte uma espécie de novo sci-fi, de temática mais feminista. O gênero da ficção científica parece que sempre foi tratado como “algo de meninos”, com suas histórias densas com protagonistas masculinos durões (olá “Blade Runner”) ou homens misteriosos e sensíveis (olá “Blade Runner 2049”). Mulheres raramente recebiam a oportunidade de serem protagonistas, a não ser em histórias onde raramente se dizia algo sobre o papel da mulher, em que elas são tratadas como heroínas de ação com uma visão masculina da coisa: pense em algo como “Aliens” ou “Exterminador do Futuro”. E, claro, sempre em histórias escritas por homens para homens. E tem a série “Jogos Vorazes”, escrita e protagonizada por mulheres, mas com uma temática estritamente social e política, sem abordar questões femininas. A supracitada “The Handmaid’s Tale” colocou uma perspectiva totalmente feminista sobre uma sociedade patriarcal e machista. Nesse aspecto, algo similar surge com “Paradise Hills”, que não tem a mesma pegada sombria e violenta do cultuado seriado de televisão, mas narra uma história absolutamente feminina e feminista.

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Review: “Era Uma Vez… Em Hollywood” de Quentin Tarantino

Os crimes da Família Manson, às vezes chamados de crimes do Helter Skelter, legalmente chamados de Assassinatos Tate-LaBianca, se tornaram símbolos de fim de uma Era no estilo de vida hollywoodiano. Não apenas pela brutalidade dos crimes em si (a principal vítima, Sharon Tate, estava grávida), mas pelo rompimento com a cultura paz & amor que os hippies se tornaram tão famosos na década de 60. Dizer que o crime mudou a relação da sociedade (ou Hollywood) com a cultura pode parecer um exagero, considerando que a moda hippie fez nada mais do que se tornar ainda mais mainstream nos anos 70. Mas algo se deu naquele evento e é isso que o mais novo filme de Quentin Tarantino tenta explorar.

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