Review: “Poderia Me Perdoar?” de Marielle Heller

A escritora Lee Israel fez um certo sucesso como autora de biografias nos anos 80, conseguindo ao menos um best-seller do The New York Times, antes de cair no esquecimento. Alcoólatra, solitária, falida, sem conseguir produzir nada de novo para se sustentar, ela passa a forjar cartas de célebres autores para vender no mercado de colecionadores e juntar dinheiro. “Poderia Me Perdoar?” me lembrou um pouco o recente “Eu, Tonya“, como narrativa sobre uma mulher desesperada querendo um lugar ao sol buscando meios ilegais para isso. Ambos não passam a mão na cabeça de suas criminosas, mas questionam o que levaram elas a tal caminho – apesar do talento, uma sociedade que não lhes leva ao sucesso.

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Review: “Vidro” de M. Night Shyamalan

Sequência do competente “Fragmentado“, “Vidro” vem com um objetivo ainda mais ousado que seu antecessor: ser uma sequência de “Corpo Fechado”. Filme de 2000 lançado pelo diretor M. Night Shyamalan logo após a explosão do fenômeno “O Sexto Sentido”, ele ganhou um ar de cult com o tempo – principalmente entre a comunidade nerd – pelo seu interessante estudo de personagem ambientado em um universo em que super-heróis de quadrinhos existem. E, lembrando, chega “Vidro” para continuar isso. Sendo sequência de “Fragmentado”. Que não explora nada disso. Hmmm…

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Review: “Vice” de Adam McKay

Seguindo a tradição do diretor Adam McKay de explorar a história recente dos Estados Unidos, “Vice” – que tanto serve para descrever o cargo de vice-presidente como significa “vício” em inglês – é uma inusitada biografia do de Dick Cheney. Cheney, para quem estava dormindo entre os anos 2000 e 2008, foi uma figura cruel na política internacional. Pois muito ódio caiu sobre o então presidente dos EUA, George W. Bush, por motivos justos, mas Cheney não era o típico “vice decorativo” que estávamos acostumados. Cheney era figura presente nos noticiários e bastidores do poder.

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Review: “A Favorita” de Yorgos Lanthimos

Seguindo a tradição dos famosos dramas de coroa que existem desde sempre, inicialmente inspirados em Shakespeare (que tava lá para acompanhar o vuco-vuco da Era Elizabeth I), que o cinema aproveitou para explorar todas as fofocas dos inúmeros monarcas da Inglaterra, “A Favorita” conta um período em particular durante o breve reinado da Rainha Anne durante o Século XVIII. Anne, que os historiadores de língua portuguesa chamam de Ana (mas eu tenho preguiça de traduzir nome de monarca), participou da Guerra da Sucessão Espanhola – que foi uma bagunça envolvendo Espanha, França, Inglaterra e um outro reino que veio a se tornar a Alemanha séculos depois – e ficou famosa por ter inaugurado uma política bipartidária em seu governo, que ajudou a aumentar a força do parlamento perante a Monarquia.

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Review: “Homem-Aranha no Aranhaverso” de Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman

O Homem-Aranha já passou por inúmeras adaptações em mídias audiovisuais, de alguns videogames a vários desenhos animados de televisão, passando por uns seis filmes live-action com três atores diferentes no papel. Mas, além disso, ele também já foi interpretado ao longo de décadas por inúmeros artistas dos quadrinhos, alguns seguindo a criação original de Stan Lee e Steve Dikto – o simpático nerd Peter Parker – e outras inúmeras variações do mesmo conto. Ei, se a Chapeuzinho Vermelho pode ser reinterpretada, por que não o amigo da vizinhança?

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Review: “Venom” de Ruben Fleischer

Venom é um vilão do Homem-Aranha popularizado nos traços Todd McFarlane numa época dos quadrinhos do aracnídeo em que ele estava passando por uma fase… Rebelde… Digamos assim… Para os padrões anos 90, ao menos. Muitos super-heróis tiveram sua fase sombria nessa década, muito bem marcada pelo arco “A Queda do Morcego” do Batman. No caso do Homem-Aranha foi sua fase Roupa Negra, que foi o ponto de partida para a criação do vilão Venom. Que, nada mais, nada menos, era um Homem-Aranha nada politicamente correto. E, claro, nos aos 90, isso deu certo, por que ô década marrentinha, viu? E o vilão inevitavelmente migrou para anti-herói e passou a ter seus próprios quadrinhos.

E eis que cá estamos, muito tempo depois e Venom ganha seu primeiro filme. É para ignorar “Homem-Aranha 3”, o que é difícil, eu sei, por que aquilo lá foi inesquecível! Mas finge, só um pouco.

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Review: “Halloween” de David Gordon Green

Este novo “Halloween” é sequência do “Halloween” clássico de 1978 que ganhou uma sequência chamada “Halloween 2” em 1981, mas que é ignorada nesta nova sequência que não se chama “Halloween 2” e tem o mesmo nome do filme que sucede. Basicamente “Halloween” é sequência de “Halloween”, mas não é “Halloween 2” por que já existem dois filmes com esse nome; algo menos absurdo do que existirem três filmes com o nome de “Halloween”. Confuso?

Pois tudo poderia ser resolvido com um subtítulo, sabe Universal…

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